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VERSO

NELSON FELIX
06 . nov . 2013  -  21 . dez . 2013 , Galeria Millan
abertura 05 . nov . 2013, 20h - 23h
ter - sex, 10h - 19h; sab, 11h - 18h
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Nos últimos 20 anos, Nelson Felix vem realizando uma série de trabalhos a partir de  coordenadas geográficas, que passaram a determinar os locais de suas exposições. Em decorrência disto, o artista está há quase nove anos sem expor na cidade de São Paulo. Seu retorno acontece em novembro, quando Felix apresenta Verso, na Galeria Millan, e Verso (meu ouro, deixo aqui), no Instituto Tomie Ohtake.

Juntas, compõem a segunda parte de um trabalho realizado em dois lugares distintos, que se rebatem e, assim, complementam-se. A primeira parte, 4 Cantos, foi realizada em Portugal, em 2008, sob a tutela do Museu de Serralves e do Ministério do Turismo de Portugal. O trabalho, em seu conjunto, aborda, primeiramente, um pensamento poético sobre o espaço, na sua estrutura mais simples – os cantos, o centro e o verso – e o que seriam estes locais na nossa atual percepção multifacetada do espaço. Em um segundo momento, explora a relação ambígua que existe na língua portuguesa nas palavras canto e verso, ora com sentido espacial, ora com sentido poético. O primeiro trabalho, 4 Cantos, prima pela relação espacial; o segundo, Verso, pela poética.

4 Cantos
Em 4 Cantos, o artista viajou, em um caminhão munck, aos quatros extremos de Portugal - Bragança, Viana do Castelo, Sagres e Faro - carregado com quatro blocos cúbicos de pedras. Em cada um destes cantos do país, o artista colocava as pedras no solo e desenhava até se sentir impregnado do espaço local. Na última cidade, Faro, já em espaço interno, o artista tombou as pedras de encontro aos quatro cantos do espaço expositivo e as fixou com oito ponteiras de bronze, nas quais estavam inscritos os oito versos do poema Casa Térrea, de Sophia de Mello Breyner.

Verso
Em Verso, como o próprio título indica, Felix rebate o primeiro trabalho, formando um amálgama das duas obras e, em consequência, um trabalho único, em dois atos. O atual trabalho nasce da observação de que a cidade de São Paulo, o principal centro econômico-cultural brasileiro, encontra-se equidistante e sobre uma linha imaginária que liga duas pequenas ilhas, uma no Oceano Pacífico e outra no Atlântico.

O artista viaja às duas ilhas, estes dois versos criados pela estrutura poética do trabalho no globo terrestre. Nelas, olha na direção de São Paulo, onde irá expor, e finca no solo três peças de latão, que constituem as três partes da letra A. Uma homenagem ao poeta catalão Joan Brossa, através de um dos seus poemas, intitulado Desmuntatge. Esta homenagem se faz outra vez presente quando o artista torna a fincar esta letra na Galeria, em São Paulo.

Verso remete à sensação poética de um local central, construído totalmente por centros, se assim podemos falar – uma cidade, que aglutina e centraliza, e duas pequenas ilhas, pontos em meio a oceanos.

Obras e informações
Na Galeria, Verso formaliza-se na apresentação de uma instalação com dois grandes anéis de mármore de carrara, objetos de latão, ouro, dois desenhos e duas fotografias. No Instituto Tomie Ohtake, Verso (meu ouro, deixo aqui) traz seu processo de criação, com inúmeros desenhos que o artista realiza durante o desenvolvimento do trabalho, e uma peça com mármore de carrara, ouro e projeção. Acompanha as exposições um vídeo, realizado em maio deste ano, de uma conversa do artista com o crítico Rodrigo Naves.

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