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... em algum ponto da Terra .

ARTUR BARRIO
21 . mar . 2014  -  17 . abr . 2014 , Galeria Millan
abertura 20 . mar . 2014, 20h - 23h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Em sua nova individual na Galeria Millan, ... em algum ponto da Terra ., Artur Barrio apropria-se do espaço expositivo, como que transformando-o em ateliê onde cria, poucos dias antes da abertura, uma situação ou experiência inédita, que poderá ser visitada entre 20 de março e 17 de abril.

A produção de Artur Barrio desafia o vocabulário artístico tradicional, de forma que a palavra “exposição” (e seu significado historicamente sedimentado) mal parece se adequar ao que o artista propõe com as ações que realiza em galerias e espaços institucionais. Mais que estender, reduzir ou distorcer a significação corrente de conceitos como espaço expositivo, obra de arte e exposição, Barrio opera a partir de outra lógica, questionando aquilo que está na essência de tais ideias e frustrando deliberadamente as expectativas que nos guiam, enquanto público de arte, ao entrarmos em contato com elas.

Ao reconhecer o modus operandi não só do sistema de arte, mas de sistemas em geral (incluindo o grande sistema do mundo), e não se identificar com eles, Barrio não se resignou a criar um trabalho que, ao se opor a tais ordenamentos, continuasse reconhecendo (negativamente) as mesmas questões essenciais; mais que isso, sua poética radical mostra que a desordenação, a quebra de fronteiras, o efêmero e a reversibilidade das situações são “exercícios de liberdade” de forte poder emancipatório. 

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FERNANDO ZARIF, UMA OBRA A CONTRAPELO

LANÇAMENTO DE LIVRO
17 . fev . 2014  -  27 . fev . 2014 , Galeria Millan
lançamento: 17 . fev, 20h - 23h
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“Fernando é único no plural”. A frase, da poeta e artista plástica Lenora de Barros, talvez seja a mais sintética e poética tradução da trajetória artística e humana de Fernando Zarif (São Paulo, 1960-2010). Criador compulsivo, dono de uma cultura e de um senso estético excepcionais, Zarif operava simultaneamente em vários níveis de criação, empregando linguagens e suportes os mais diversos. Embora detestasse o rótulo, encarnou, em sua acepção mais genuína e plena, o papel de artista multimídia. “Orgulhosamente autodidata”, desenhava, pintava, esculpia, escrevia, tocava tabla e violão, produzia peças gráficas, videoinstalações, performances, e, se não bastasse, “bailava como Fred Astaire”. Aluno de Décio Pignatari e Hans-Joachim Koellreutter, compôs canções pop, colaborou na criação de uma ópera eletrônica minimalista e manteve no ar um programa de rádio especializado em música erudita contemporânea. Mas foi nas artes plásticas que deixou sua marca mais profunda.

Surgido na mesma época da chamada geração 80, nunca manteve com ela a mais vaga relação de pertencimento. Descreveu seu percurso na contramão (ou “a contrapelo”) de tudo e de todos. Seu distanciamento do mercado de arte pode ser medido, inclusive, pelo número de exposições realizadas em vida, que não condiz com o caráter torrencial de sua produção. De 1982 a 2009, realizou apenas nove individuais, com um hiato de onze anos entre a penúltima – a maior de todas, realizada em 1998 na Maison Des Arts André Malraux, em Créteil, França – e a derradeira, a performática e efêmera Cadernos, de 2009, no Espaço Tom Jobim, Rio de Janeiro.

Livro

Dois anos depois da morte de Fernando Zarif, a família do artista dá início ao Projeto Fernando Zarif, abrangendo a catalogação, o restauro e a difusão de sua obra. O projeto é desenvolvido em uma casa de dois andares no bairro de Pinheiros, São Paulo, que em breve deverá se transformar em um espaço aberto à visitação e à pesquisa pelo público.

O primeiro resultado concreto deste empreendimento é o livro Fernando Zarif – Uma Obra a Contrapelo. Organizado pelo artista plástico José Resende e editado pelo selo METALIVROS, o livro reúne trezentas das mais de 2 mil obras catalogadas e restauradas por uma equipe capitaneada pela especialista Margot Crescenti.

Além de obras representativas das diversas fases do artista, Fernando Zarif – Uma Obra a Contrapelo traz uma coletânea de textos publicados em catálogos e folders de exposições do artista e assinados por nomes como Décio Pignatari, Tunga, Arnaldo Antunes e o próprio Zarif; bem como uma resenha de Marcos Augusto Gonçalves publicada em 1993, no jornal Folha de São Paulo. Além disso, Barbara Gancia, Erika Palomino, Lenora de Barros, Fernanda Torres, José Resende e Thais Rivitti escreveram textos especialmente para a pubicação; que traz ainda um diálogo inédito, travado entre Bia Lessa, Maria Borba e José Resende, a propósito da última aparição pública do artista da qual participaram ativamente: a exposição/performance Cadernos, que ocupou Espaço Tom Jobim no Jardim Botânico do Rio de Janeiro por dois dias em junho de 2009, como parte do evento Inventário do Tempo: Livros, orquestrado pelas encenadoras Bia Lessa e Maria Borba.

Eventos de lançamento

De 17 a 27 de fevereiro de 2014, cerca de 40 obras de Fernando Zarif e uma performance poderão ser apreciadas pelo público no eixo Rio-São Paulo durante os eventos de lançamento do livro Fernando Zarif – Uma Obra a Contrapelo. Sem curadoria formal, tendo apenas a geografia do espaço como elemento determinante, tanto no MAM-RJ quanto na Galeria Millan, os dois conjuntos de obras funcionam antes como cenografia para celebrar a realização do livro, do que como uma exposição propriamente dita.

A Galeria Millan, que abrigou cinco das nove individuais do artista, abre a temporada às 20h do dia 17 de fevereiro, recebendo os convidados com a exibição de cerca de  25 obras, entre desenhos, pinturas e esculturas. A coletânea fica aberta à visitação até 27 de fevereiro.

No Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o lançamento acontece no dia 20 de fevereiro, com a reedição de Cadernos, a última exposição de Fernando Zarif.  Obras do artista ficarão em exposição até o dia 23. 

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