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PEQUENA PAISAGEM

OTAVIO SCHIPPER
30 . abr . 2014  -  21 . mai . 2014 , Galeria Millan
abertura 29 . abr . 2014, 20h - 23h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Uma paisagem composta apenas por elementos essenciais ocupa o espaço expositivo da Galeria Millan durante a individual de Otavio Schipper. Quatro meros segmentos de reta - trilhos assentados diretamente sobre o chão e dois postes de eletricidade ligados à rede elétrica municipal - formam essa Pequena Paisagem, título da exposição que poderia muito bem se chamar, de acordo com o artista, “paisagem sem paisagem”.

A simplicidade da instalação de Schipper nos remete ao plano cartesiano: os trilhos e os postes podem fazer as vezes dos eixos x e y de um gráfico qualquer, transfigurando o espaço expositivo em espaço geométrico, área de abstração e racionalização matemática. A construção da instalação a partir dos elementos símbolo das duas primeiras revoluções industriais sinaliza para os processos de desenvolvimento científico que as sociedades ocidentais experimentaram na modernidade, ruptura que desencantou o mundo, dominado pela razão utilitarista e teleológica do progresso.

Esta Pequena Paisagem traz uma relação entre o dentro e fora: além de a Galeria ver-se ocupada por instrumentos que devem ficar em espaços externos, os equipamentos são de fato funcionais e transmitem diretamente, para dentro, energia que circula entre os demais postes situados na rua. Se, por um lado, a transmissão traz em si ideias como fluxo e comunicação, a instalação comporta uma dimensão melancólica. Para o artista, o trabalho “evoca a imagem da cidade que se alastra e invade o espaço privado, da energia que se faz presente em qualquer ponto do universo, da impossibilidade de isolamento”. A exigência de se estar sempre conectado sufoca o espaço da subjetividade em meio ao ruído do mundo.

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... em algum ponto da Terra .

ARTUR BARRIO
21 . mar . 2014  -  17 . abr . 2014 , Galeria Millan
abertura 20 . mar . 2014, 20h - 23h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Em sua nova individual na Galeria Millan, ... em algum ponto da Terra ., Artur Barrio apropria-se do espaço expositivo, como que transformando-o em ateliê onde cria, poucos dias antes da abertura, uma situação ou experiência inédita, que poderá ser visitada entre 20 de março e 17 de abril.

A produção de Artur Barrio desafia o vocabulário artístico tradicional, de forma que a palavra “exposição” (e seu significado historicamente sedimentado) mal parece se adequar ao que o artista propõe com as ações que realiza em galerias e espaços institucionais. Mais que estender, reduzir ou distorcer a significação corrente de conceitos como espaço expositivo, obra de arte e exposição, Barrio opera a partir de outra lógica, questionando aquilo que está na essência de tais ideias e frustrando deliberadamente as expectativas que nos guiam, enquanto público de arte, ao entrarmos em contato com elas.

Ao reconhecer o modus operandi não só do sistema de arte, mas de sistemas em geral (incluindo o grande sistema do mundo), e não se identificar com eles, Barrio não se resignou a criar um trabalho que, ao se opor a tais ordenamentos, continuasse reconhecendo (negativamente) as mesmas questões essenciais; mais que isso, sua poética radical mostra que a desordenação, a quebra de fronteiras, o efêmero e a reversibilidade das situações são “exercícios de liberdade” de forte poder emancipatório. 

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