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O SOL E A DIFERENÇA

ANA PRATA
06 . jun . 2014  -  05 . jul . 2014 , Galeria Millan
abertura 05 . jun . 2014, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Barbante, madeira e tecido são alguns dos materiais escolhidos por Ana Prata para compor as obras de sua primeira individual na Galeria Millan. Com abertura em 5 de junho, O Sol e a Diferença inaugura uma nova fase no trabalho da artista, na qual diversifica os suportes para a pintura, dedicando-se a uma representação mais simbólica e à abstração.

Do uso de materiais incomuns neste conjunto aflora um caráter objetual, para além do tradicional óleo sobre tela. “Diferentes suportes e materiais podem me interessar na construção de uma pintura, já que cada uma é uma unidade de pensamento, ou uma ideia, que se manifesta através de um corpo, de um objeto e sua aparência. Me interesso pela singularidade de cada trabalho”, afirma Ana.

Esse movimento de libertação em relação ao suporte acompanhou também uma maior liberdade na temática dos trabalhos desta nova fase. Se até então a artista partia predominantemente de imagens encontradas na Internet para a composição de suas telas, agora passa a colocar a imaginação como ponto central de suas criações. Essa mudança levou ao surgimento de figuras simbólicas, arcaicas, que propõem uma visão sintética da natureza, além da experimentação com formas puramente geométricas e abstratas.

Presente no título e em várias obras da exposição, o sol desponta como um raro símbolo de unidade em um conjunto marcado pela diversidade, característica que se mantém ao longo da trajetória de Ana Prata. Para ela, a representação deste elemento remete aos primórdios, às cavernas, aos desenhos infantis. E é justamente ao conduzir esta pesquisa em direção ao elementar que a obra de Ana se adensa e amadurece, aproximando-se de formas compartilhadas pelo imaginário humano comum.

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PEQUENA PAISAGEM

OTAVIO SCHIPPER
30 . abr . 2014  -  21 . mai . 2014 , Galeria Millan
abertura 29 . abr . 2014, 20h - 23h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Uma paisagem composta apenas por elementos essenciais ocupa o espaço expositivo da Galeria Millan durante a individual de Otavio Schipper. Quatro meros segmentos de reta - trilhos assentados diretamente sobre o chão e dois postes de eletricidade ligados à rede elétrica municipal - formam essa Pequena Paisagem, título da exposição que poderia muito bem se chamar, de acordo com o artista, “paisagem sem paisagem”.

A simplicidade da instalação de Schipper nos remete ao plano cartesiano: os trilhos e os postes podem fazer as vezes dos eixos x e y de um gráfico qualquer, transfigurando o espaço expositivo em espaço geométrico, área de abstração e racionalização matemática. A construção da instalação a partir dos elementos símbolo das duas primeiras revoluções industriais sinaliza para os processos de desenvolvimento científico que as sociedades ocidentais experimentaram na modernidade, ruptura que desencantou o mundo, dominado pela razão utilitarista e teleológica do progresso.

Esta Pequena Paisagem traz uma relação entre o dentro e fora: além de a Galeria ver-se ocupada por instrumentos que devem ficar em espaços externos, os equipamentos são de fato funcionais e transmitem diretamente, para dentro, energia que circula entre os demais postes situados na rua. Se, por um lado, a transmissão traz em si ideias como fluxo e comunicação, a instalação comporta uma dimensão melancólica. Para o artista, o trabalho “evoca a imagem da cidade que se alastra e invade o espaço privado, da energia que se faz presente em qualquer ponto do universo, da impossibilidade de isolamento”. A exigência de se estar sempre conectado sufoca o espaço da subjetividade em meio ao ruído do mundo.

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