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Sala de trabalho

AFONSO TOSTES
30 . Jan . 2015  -  28 . fev . 2015 , Galeria Millan
abertura 29 . Jan . 2015, 19h - 22h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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A Galeria Millan abre a temporada de exposições de 2015 com a mostra Sala de trabalho, individual do mineiro Afonso Tostes, que apresenta nova série de esculturas. A mostra – a primeira do artista na Galeria Millan – fica em cartaz de 30 de janeiro a 28 de fevereiro de 2015; o vernissage será no dia 29 de janeiro, às 19h.

A exposição ocupa o andar térreo da galeria. Inéditos, os trabalhos exibidos são desdobramentos da série apresentada na exposição Tronco, realizada no início de 2014, na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro. São cerca de 50 esculturas realizadas nos cabos de ferramentas empregadas em diversos tipos de serviços, todas de uso manual: foices, martelos, enxadas, pás, rastelos, forcados, facões e outros.

Cada peça é única, não apenas pela intervenção escultórica, também pelo desgaste de uso que cada ferramenta apresenta. A interferência escultórica do artista remete à ossatura humana, em escala real, como se o instrumento fosse a extensão dos corpos que o utilizaram, referindo-se à relação entre o homem e a técnica. A exposição reflete também sobre a convivência de operações rudimentares com as técnicas digitais, que ainda coexistem com processos arcaicos de produção, desigualdade nas relações de trabalho, escravagismo, fome e outros aspectos não superados pelo desenvolvimento tecnológico.

Para o artista, o conjunto das peças, entendida como instalação, pode despertar no espectador uma forte carga de memória, uma vez que um dos elementos presentes nas obras é a própria ação do tempo. O artista espera, desse modo, que o público potencialize e expanda o entendimento em relação aos trabalhos expostos.

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NO SOUND

EXPOSIÇÃO COLETIVA
03 . fev . 2015  -  12 . fev . 2015 , Anexo Galeria Millan
abertura 03 . fev . 2015, 10h - 19h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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    Theo Michael

Entre os dias 3 e 12 de fevereiro de 2015, o anexo da Galeria Millan – espaço ainda em construção – recebe NO SOUND, uma exposição experimental (que pode ser entendida happening) curada por Sofia Borges, que também participa como artista. Com obras antigas e inéditas, ela e os artistas Antonio Malta, Erika Verzutti, Paulo Monteiro, Rafael Carneiro e Theo Michael ocupam o espaço em transformação. As obras deste grupo são entendidas pela curadora como “objetos iniciais” ou ponto de partida. Em um segundo momento, eles e outros artistas, como Chico Togni e Suiá Ferlauto, serão convidados a intervir no espaço com a produção de novas obras, desenhos, esculturas, pinturas, peças de teatro, danças e poemas, tendo como suporte objetos e superfícies já presentes na exposição. A proposta da curadora é que a mostra esteja sempre em transformação.

De caráter experimental, NO SOUND gira em torno de conceitos como mimese, linguagem e a impossibilidade de algo ser, em si, plenamente compreensível. Por exemplo, uma obra dos artistas Sofia Borges e Theo Michael será o ato de constantemente renomear todas as obras expostas. A curadora também pretende constantemente alterar a posição dos trabalhos na exposição, para com isso criar novos diálogos entre as obras, o espaço e o público.

Sofia Borges entende que esta exposição acontecerá em quatro fases, sendo duas dentro do espaço expositivo e duas fora dele. A primeira fase pode ser considerada como o “núcleo duro” da mostra, composto pelas obras apresentadas desde o início da exposição. Nesta fase, Sofia Borges exibe fotografias em grande formato, a maioria em tons de cinza: são trabalhos já exibidos entre 2012 e 2014, além de fotografias inéditas. Antonio Malta participa com pinturas a óleo, produzidas em 2013 e 2014, também em grande formato. Erika Verzutti e Paulo Monteiro apresentam esculturas em bronze. Rafael Carneiro produziu uma pintura a óleo especialmente para a exposição, apresentando ainda desenhos do começo de sua carreira.

A segunda fase consiste nos dez dias de duração da exposição, período que pode ser entendido como happening. Nesta fase ocorrerá a criação, in loco, de  novas obras ou de intervenções sobre os objetos iniciais. Nesta etapa, Theo Michael, Rafael Carneiro e Antonio Malta serão convidados a desenhar sobre fotografias em grande formato de Sofia Borges. É desta fase que participará o segundo grupo de artistas, com atuações específicas propostas pela curadora: Chico Togni, por exemplo, será convidado a produzir obras não-figurativas, em tons de cinza, branco ou preto, partindo do conceito de Belo de Platão, com papelão, papel e materiais da construção.

Nas fases que acontecerão fora do espaço expositivo, a curadora convidará pessoas de diversas áreas, onde quer que elas estejam, a produzir obras, textos e reflexões sobre os conceitos da exposição.

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Vapor

BERNA REALE
19 . nov . 2014  -  20 . dez . 2014 , Galeria Millan
abertura 18 . nov . 2014, 19h - 22h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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A Galeria Millan realiza, de 18 de novembro a 20 de dezembro, a primeira exposição individual da artista Berna Reale em São Paulo. Com curadoria de Rudolf Schmitz, a mostra Vapor exibe seis vídeos – que registram performances da artista em Belém (PA), sua cidade natal – além de nova série de fotografias. Com forte teor político, a exposição põe em evidência a última fase de Berna Reale, que tem dedicado seu trabalho a denunciar, poeticamente, situações de violência, abusos de poder e conflitos sociais que permeiam seu cotidiano: Berna é perita criminal do Centro de Perícias Científicas do Estado do Pará.

A mostra lançará três vídeos inéditos: Rosa púrpura, Imunidade e Cantando na chuva. No primeiro, Berna e um grupo de 50 colegiais marcham pelas ruas de Belém, seguidas por uma banda militar. Todas as mulheres estão vestidas com uniformes típicos de colégios tradicionais – blusas justas e saias de prega, mas na cor pink -, carregando na boca próteses que remetem a bonecas infláveis. Cartazes com retratos destas meninas serão espalhados por São Paulo, em pontos como cinemas, teatros, centros culturais, escolas de artes e outros, com objetivo de divulgar a exposição e disseminar sua temática. Durante a mostra, a artista alimentará seu website www.bernareale.com com depoimento de algumas das participantes da performance em que descrevem suas experiências com a violência e coação sexual.

Em Imunidade, Berna Reale navega em uma gôndola pelos esgotos de Belém, acompanhada na embarcação por 500 ratos. Este trabalho foi produzido a partir do prêmio da Fundação Joaquim Nabuco à artista. E o vídeo Cantando na chuva é dos mais irônicos: Berna, inteiramente vestida em dourado, incluindo guarda-chuva e máscara de gás, dança soberbamente a música Singing in the rain sobre um tapete vermelho pelo lixão da capital paraense, em meio a catadores.

As obras Americano, Ordinário e Soledade completam o conjunto de vídeos da exposição, exibidos no andar térreo da Galeria Millan. Estes três trabalhos foram produzidos em 2013, mas não foram expostos em São Paulo. Em Americano, Berna Reale leva a “tocha da liberdade” para os corredores de um presídio paraense. Na obra Ordinário, ela carrega em um carrinho de mão ossos de vítimas anônimas de assassinatos. E, em Soledade, a artista trafega por uma rua que integra a rota de tráfico de drogas em Belém em uma charrete romana dourada, puxada por porcos.

No andar superior da Galeria, a artista mostra, ainda, nova série de fotografias, também intitulada Rosa púrpura, em que explora a temática da violência sexual.

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