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Travessias

GERMAN LORCA
28 . jun . 2015  -  25 . jul . 2015 , Galeria Millan
abertura 27 . jun . 2015, 11h - 15h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
  • Gl_57
    Janelas e Reflexos, 1978/1985 Painel composto por 28 fotografias de época Em gelatina de sais de prata com viragem de selênio 103 x 230 cm
  • Gl_55_0771_
    Fumante, 1954 Cópia de época em gelatina de sais de prata 43,5 x 36,5 cm
  • Gl_02
    Aeroporto, São Paulo, 1965 Cópia de época em gelatina de sais de prata 34 x 45 cm
  • Gl_43
    Sinal Positivo Negativo, 1970 Cópia de época em gelatina de sais de prata 44,8 x 34,6 cm

Como aproximar-se da obra de German Lorca, que aos 93 anos e com mais de 70 anos de atividade, ainda nos surpreende? A exposição Travessias que acontece na Galeria Millan, em parceria com a FASS galeria, tenta abordar essa e outras questões. A mostra reúne vinte e sete fotografias do artista, produzidas entre 1948 e 2014, contemplando sete décadas de produção ininterrupta.

Sabe-se que Lorca é um dos fotógrafos mais importantes dos "fotógrafos modernos paulistas", todos membros do Foto Cine Clube Bandeirantes, nas décadas de 40 e 50. O grupo soube se apropriar do crescimento vertiginoso da cidade de São Paulo do período. A cidade moderna pedia uma nova iconografia que a representasse. Lorca, por meio da experimentação e de seu instinto moderno, encontrou essa nova forma e fez do urbano personagem vivo de suas imagens.

Mas a exposição Travessias demonstra que a linguagem da fotografia de German Lorca transcende o repertório da chamada fotografia moderna; há uma evolução. São do princípio imagens celebradas como "Malandragem" (1949) e "Troncos cruzados" (1955).

Já nos anos 1960, é possível perceber em sua fotografia uma pesquisa gráfica e formal. São imagens que causam estranheza, como “Folhagens”, a janela “Mondrian”, “Andaime”, todas de 1960. Ou ainda mesmo  “Aeroporto” (1961 e 1965), onde a imprecisão e um conjunto de silhuetas provocam movimento.

Na série de fotografias realizadas em Nova York, em três viagens distintas (1967, 1978 e 1982), a cidade não se revela em sua magnitude; são planos fechados que constroem um mosaico de espelhos, vitrines e fachadas.

O tempo trouxe para a fotografia de German Lorca uma limpeza, um poder de síntese tal como em “Circulo quadrado” (2007).

Em sua série mais recente, realizada em 2014, o que importa é a composição da imagem e a busca pela a essência da forma, com os jogos de luzes e sombras criados pelo sol em diferentes horas do dia e da noite.

A exposição Travessias apresenta a obra de German Lorca não apenas como parte da história da fotografia moderna brasileira, mas como o desenvolvimento de uma linguagem visual coerente e original que se inicia no final dos anos de 1940 e chega até a segunda década do século XXI.

 

 


 


 

 

 

 

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Art Basel

ARTUR BARRIO
18 . jun . 2015  -  21 . jun . 2015 , BOOTH C3, Hall 2.0
abertura 16 . jun . 2015, 11h - 11h
qui - dom, 11h - 19h
  • Galeriamillan_arturbarrio_navalharelogio1
    Navalha relógio, 1970 6 registros fotográficos 30 x 45 cada
  • Galeriamillan_arturbarrio_6movimentos1
    6 movimentos, 1974 12 registros fotográficos 30 x 45 cada
  • Galeriamillan_arturbarrio_umaobservac-a-o6aproximacoes1recuo1
    Uma observação, 6 aproximações, 1 recuo, 1975 13 registros fotográficos 30 x 45 cada

Galeria Millan tem o prazer de anunciar a participação na Art Basel 46, na sessão Feature, com trabalhos do artista Artur Barrio, entre os dias 18 e 21 de Junho de 2015.
Desafiando as coordenadas sensoriais com as quais nós normalmente enxergamos o mundo, os trabalhos de Artur Barrio envolvem o público como se eles fossem participantes e acabam por sugerir uma nova forma de compreensão.

Trabalhando em diversas mídias - performances, instalações e videos - e usando materiais incomuns e potencialmente perturbadores - carne, o sal e resíduos orgânicos -, Barrio investiga elementos transitórios e escondidos da nossa realidade, frequentemente revelando beleza no inesperado. Seu trabalho transgride os limites no qual a arte é geralmente submetida e, foge de classificações estereotipadas. Embora, Artur Barrio trabalhe com procedimentos distintos, o núcleo conceitual da sua trajetória são as Situações, na qual o artista manipula fisicamente o espaço: modificando-o e tornando-o ativo e vibrante.


De acordo com João Fernandes, diretor do Museu Reina Sofia: “Barrio cria Situações onde constrói discursos pessoais em que ele se apropria do real, reconstituindo poética e politicamente em resíduos da mesma realidade que evidencia e que são normalmente ocultados de nós, pela domesticação social do gosto e pela auto legitimação social do objeto artístico”.


Para Basel, a Galeria Millan irá apresentar o registro fotográfico de três dessas Situações: Navalha Relógio (1970), 6 Movimentos (1974) e Uma observação, 6 aproximações, 1 recuo (1975). Como as obras são efêmeras, os registros são a única forma que permitem àqueles que não estavam presentes fisicamente no momento conhecer os trabalhos.


Navalha Relógio é composta de três fotos e dois papelões que documentam uma ação, descrita pelo artista como: “Trabalho feito em julho de 1970, Rio de Janeiro. UMA LÂMINA DE BARBEAR COLOCADA SOBRE UM ESPELHO. O TEMPO - A IMAGEM. A LÂMINA DE BARBEAR”.


O Segundo trabalho intitulado 6 movimentos de 1974, foi feito quando o artista voltou a morar em Portugal. A peça é composta por 12 fotografias que mostra a ação de cortar uma tela.
Uma observação, 6 aproximações, 1 recuo data de 1975. Realizada quando ele morava em Paris, a obra possui um tom poético mais do que as outras. Como cenário o mar e a praia aparecem, elementos que são caros e recorrentes na produção de Barrio.

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Lapa

RODRIGO BIVAR
08 . mai . 2015  -  06 . jun . 2015 , Galeria Millan
abertura 07 . mai . 2015, 19h - 22h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
  • Teste2

Conhecido por seu trabalho figurativo, Rodrigo Bivar apresenta em sua nova individual na Galeria Millan, intitulada Lapa, obras abstratas. São cerca de 15 óleos inéditos – de grande, médio e pequeno porte – que propõem uma espécie de “jogo mental” sobre o espaço na pintura; onde a estrutura permanece, com cores e formas que aparentam se deslocar na tela.


Rodrigo Bivar vem trabalhando em sua incursão abstrata há dois anos. A mudança não implicou apenas uma transformação estética, - onde, por exemplo, a cor se liberta de seu uso secundário na imagem e assume o papel de protagonista na pintura -, mas como também houve uma renovação no fazer artístico, onde o processo torna-se essencial.


O preparo das tintas também mudou: a tinta à óleo leva gema de ovo, ganha em transparência e permite aos trabalhos jogos de luz. A cera de abelha, usada pelo o artista, retira o excesso de brilho da tinta. Em cada tela, Rodrigo Bivar busca contrapor a rapidez na apreensão das imagens com a lentidão com que foram produzidas.


Para esta individual, o tradicional bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, onde Bivar mantém seu ateliê, foi fundamental. A arquitetura da região – paredes, portas, janelas -, se desfigura e, em seu lugar, surgem cores e formas que ocupam o espaço da pintura.


Se por um lado, Lapa denota essa ruptura na trajetória artística de Rodrigo Bivar, por outro, evidencia a relação afetiva que o artista possui com o bairro onde trabalha, tal como ele próprio enfatiza: “Sem me dar conta, a Lapa e suas cores adentraram na minha pintura.“

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