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É O QUE É

ANNA MARIA MAIOLINO
03 . set . 2012  -  06 . out . 2012 , Galeria Millan
abertura 01 . set . 2012, 11h - 17h
seg - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 17h
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Anna Maria Maiolino intitulou sua obra apresentada na atual dOCUMENTA 13 de Here  & There (Aqui e Lá): dois advérbios que meramente apontam ao público sua instalação  ocupando vários espaços de uma casa juntamente com o jardim. O título não oferece nenhuma interpretação a priori que possa vir a contaminar a experiência direta do público em contato com a obra.

Para sua individual na Galeria Millan, o título escolhido foi É O QUE É. Mais uma vez, a artista apenas indica os trabalhos. A exposição é composta por obras realizadas em diferentes suportes e técnicas: esculturas moldadas em gesso da série Entre o dentro e o fora, objetos de parede moldados em cimento da série Novos ausentes, obras realizadas em cerâmica Raku, desenhos, fotografias e vídeos.

Em memorial poético sobre a mostra, a artista afirma: “Esta exposição apresenta obras realizadas entre os anos 2005 e 2012, através de diversas mídias, técnicas. O título É O QUE É somente indica as obras sem elucidá-las, enfatizando as presenças poéticas. É O QUE É sublinha a possibilidade do real se instaurar a partir das ideias no uso de um corpo de sentidos articulado na diversidade das técnicas. As obras oferecem metáforas que se fundamentam na experiência, adquirindo essência e significados. A palavra técnica se origina do verbo grego tíkto, que no seu sentido mais amplo significa: ‘trazer ao mundo’. Logo, é na experiência que o artista enfatiza a ousadia do viver”.

Junto ao vernissage, acontece o lançamento do livreto Eu sou eu, publicação do poema que integra a instalação da artista na dOCUMENTA 13.

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REALIDADE LÍQUIDA

HENRIQUE OLIVEIRA
20 . jul . 2012  -  18 . ago . 2012 , Galeria Millan
abertura 19 . jul . 2012, 20h - 23h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 17h
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Em uma entrevista de 2009, Henrique Oliveira situava seu trabalho entre as categorias de pintura, arquitetura e escultura e afirmava tratar-se sempre de “criar tensão no espaço”. Essa busca pelos limites do espaço e por, através de sua exploração, provocar a percepção espacial do público (talvez até mesmo incomodá-la, já que impulsiona todo o corpo do visitante para fora de sua zona de conforto) atinge uma nova etapa na exposição Realidade Líquida, apresentada na Galeria Millan a partir de 19 de julho.

Henrique preenche o espaço expositivo da Galeria de vazio. As paredes, o teto e o piso são os mesmos de sempre, porém completamente deformados pela interferência do artista: os planos, amolecidos, convergem para uma perspectiva quase alucinógena. Se, por um lado, não há nada para se ver, a ruptura com a sensação de familiaridade do espaço é um convite a uma mudança na percepção espacial: não há uma obra no sentido canônico do termo, mas há uma forte presença no espaço, como algo que poderia estar por trás das paredes, prestes a rompê-las, ou como o resultado de um inexplicável fenômeno de estranhos resultados.

O segundo piso da Galeria acolhe a escultura Condensação, composta por um bloco de onze colchões justapostos na posição vertical. O interior deste bloco foi escavado, e seu estofamento, retirado e agrupado na forma de uma nuvem que flutua dentro da cavidade. Além de aludir ao fenômeno físico da condensação do vapor d’água em nuvens de chuva, o título da obra se refere também ao termo usado por Sigmund Freud (A Interpretação dos Sonhos) para nomear um processo psíquico comum nas narrativas oníricas de seus pacientes – processo através do qual uma única imagem aparece carregada de uma pluralidade de significações simultâneas.

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O FIM DA METADE É O COMEÇO DO MEIO

PAULO PASTA
01 . jun . 2012  -  30 . jun . 2012 , Galeria Millan
abertura 31 . mai . 2012, 20h - 23h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 17h
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Paulo Pasta apresenta, em sua segunda individual na Galeria Millan intitulada O fim da metade é o começo do meio, oito pinturas a óleo sobre tela de grandes dimensões, todas realizadas entre 2011 e 2012, e seis pinturas pequenas, também a óleo sobre tela. Na noite de 31 de maio, junto ao vernissage, acontece o lançamento do livro A educação pela pintura, de autoria do artista e realização da Editora WMF Martins Fontes. O livro reúne todos os escritos sobre arte do pintor e teve seu prefácio escrito pelo jornalista Antonio Gonçalves Filho.

Em O fim da metade é o começo do meio, o visitante poderá contemplar o desdobramento da exposição Sobrevisíveis, individual realizada pelo artista no Centro Universitário Maria Antonia em 2011. As obras que compõem a atual mostra foram, de certa forma, motivadas por uma questão que já estava presente no ano passado: a exploração da indeterminação do espaço como tema central de suas pinturas, possível principalmente pela combinação de áreas de cor que se inscrevem umas dentro das outras, sem deixar evidente qual envolve e qual é envolvida.

Seis pinturas ocupam o espaço expositivo térreo da Galeria Millan, enquanto outras duas preenchem, sozinhas, o mezanino. Ambas possuem as mesmas dimensões (240 x 300 cm) e o mesmo esquema estrutural; a diferença entre elas é criada pelas cores que as preenchem: uma composta por uma luminosidade diurna, efusiva; outra, por cores noturnas, introspectivas.

As telas expostas permitem acessar questões decisivas à obra do pintor, como a maneira pela qual a estrutura – objetiva e determinada – é indeterminada pela cor, elemento de caráter mais funâmbulo. Os esquemas de espaços internos de que o pintor parte (cruzes, traves e vigas) são preenchidos por blocos de cor em um embate potente, porém silencioso, entre ruptura e continuidade, em permanente produção do instante. 

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...AINDA ASSIM, FLUTUANTE CAIÇARA...

RODRIGO BIVAR
27 . abr . 2012  -  22 . mai . 2012 , Galeria Millan
abertura 26 . abr . 2012, 20h - 23h
seg - sex, 10h - 19h; sab, 11h - 17h
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Para intitular sua exposição individual na Galeria Millan, o pintor Rodrigo Bivar recorreu a ukiyo-e, uma modalidade da gravura japonesa cuja tradução literal seria “retratos do mundo flutuante”. A mostra, composta por oito pinturas a óleo sobre tela, foi, pela relação temática com as imagens nipônicas, batizada de ...ainda assim, flutuante caiçara...

Se antes as pinturas de Rodrigo Bivar despertavam um curioso estranhamento e remetiam à ficção, agora elas evocam uma sensação de familiaridade – seja pelas cenas representadas, seja por sua relação com a história da arte. Nas novas pinturas, o artista congela instantes ordinários do mundo instável. São momentos aleatórios de um dia qualquer, que têm em comum o local que os abriga (as praias de Ubatuba, litoral norte de São Paulo).

O olhar do artista viajante se faz presente em toda a exposição, principalmente na pintura Sem título (Marc Ferrez), em que Bivar pinta uma das paisagens do fotógrafo que mais contribuiu para o registro do Brasil do século XIX. A obra atua como guia e praticamente assume o papel de texto curatorial da mostra, cujas cenas e paisagens deixam transparecer o olhar sempre interessado do artista, ainda portador daquela curiosidade que o hábito tende a cegar.

Ao observar o conjunto da mostra, o elo entre as obras torna-se o protagonista: a paisagem. Nas cenas representadas, a figura humana aparece em harmonia com o ambiente, e suas atitudes – mexer em gravetos, analisar um mapa – são condicionadas por ele. Cada obra representa um todo, em que um elemento remete ao que está ao seu lado, sem diferenciação hierárquica entre os planos. Por sua vez, cada pintura relaciona-se com todas as demais, também em igual ordem de importância. ...ainda assim, flutuante caiçara... apresenta-se, então, como um perfeito sistema pascaliano, sendo impossível conhecer suas partes sem conhecer o todo, e impossível conhecer o todo sem conhecer cada uma das partes.

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