assinar a newsletter

Filtrar:


DUDI MAIA ROSA

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL
23 . nov . 2012  -  20 . dez . 2012 , Galeria Millan
abertura 22 . nov . 2012, 20h - 23h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 17h
  • Dudi_01_buraco
  • Dudi_02_casa
  • Dudi_03_cemiterio
  • Dudi_04_cortina
  • Dudi_05_escada
  • Dudi_07_mesa
  • Dudi_08_portao
  • Dudi_10_sofa
  • Dudi_09_relogio
  • Dudi_11_telefone

Nesta individual na Galeria Millan, Dudi Maia Rosa retoma a vertente figurativa de seu trabalho. Muito conhecido pelos seus fibers (obras em fibra de vidro que exploram questões tanto da pintura quanto da escultura, presentes em sua carreira desde a década de 80), o artista cria esta exposição com uma nova técnica, em que parte de aquarelas e desenhos criados por ele em 2011 e 2012.  

Trata-se de uma nova frente de sua pesquisa com materiais, na qual aborda relações com a tradição pictórica de forma singular, através da revisitação de temas como a paisagem, natureza morta, cenas de cinema, fantasias e imagens para projetos não realizados. O artista apelida esses trabalhos de “cábulas”, termo que remete à sua iniciação artística, conforme seu depoimento:

Com 13 ou 14 anos, como tinha certa diferença com o ambiente da escola, precisava decidir como lidar com o tempo livre e com a solidão quando faltava deliberadamente a aulas. Depois de esconder a mala, começava a tentar decidir qual poderia ser a minha atividade. Aprendi a partir daí a inventar o que fazer. Não eram muitas as opções, mas foram determinantes para minha iniciação às artes: podia ir à sessão das duas de cinema, se tivesse dinheiro, ou perambular pela região central da cidade. Nesse mesmo “tempo livre” compreendi que queria e poderia criar algo artístico. Assim, em 1965, comecei a desenhar e criar imagens livres, com caneta bic.

Em 1978, fazendo minha primeira exposição individual no MASP, misturei técnicas diversas: telas em acrílica, peças em cerâmica pintadas e algumas vezes combinadas com colas sintéticas e pigmentos. Percebo hoje que uma das coisas mais importantes da exposição talvez seja um catálogo que produzi com baixa tiragem, com aquarelas que representavam praticamente todas as obras. A publicação teve ampla repercussão em todo o meu trabalho posterior, marcado pelo uso de uma mídia, um procedimento que está presente em meus ‘fibers’, algo “entre” a pintura e a releitura da mesma, incorporando também a matéria das esculturas.

Na presente exposição, retomo a ideia de retrabalhar imagens através de aquarelas e também poucas peças em fibra de vidro, algo bastante próximo das imagens do catálogo de 1978 - curiosamente intitulado ‘pinturas’, escrito a lápis, e marcado por um cromatismo dominante. Era um momento importante em que as “cábulas” iniciais ganhavam outra dimensão, uma certeza de que eram trabalhos que sintetizavam um risco e aventura através dos quais me comunicava com um público e me iniciava definitivamente às artes.  (Dudi Maia Rosa, setembro de 2012)

Baixar baixar release
LA MÉCANIQUE DES FEMMES 2

MIGUEL RIO BRANCO
17 . out . 2012  -  14 . nov . 2012 , Galeria Millan
abertura 16 . out . 2012, 20h - 23h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 17h
  • Cinelandia2_copy
  • Trix_contact_3rd_street
  • 74ra
  • 02
  • Macdo

Para nomear sua individual na Galeria Millan, Rio Branco empresta do escritor francês Louis Calaferte o título de um de seus mais célebres romances, La mécanique des femmes. Na obra literária, desenvolvida ao redor do trinômio sexo, religião e morte, o narrador masculino busca se colocar na pele de uma mulher para compreender as manifestações sexuais e eróticas especificamente femininas. Na exposição de Rio Branco, vemos diversas investidas do artista sobre a questão do feminino e da sensualidade, temas recorrentes em sua produção.

O piso superior da Galeria é ocupado por uma grande peça ambiental, composta por máquinas industriais e uma projeção de vídeo. Já no térreo, além de fotografias e pinturas sobre tela, serão montadas as mesas de luz com construções com transparências onde o artista observa seus cromos, revisita fotos antigas e recentes, descobrindo possíveis conexões e correlações de imagens para suas sequências fotográficas, assemblages ou painéis. Outros objetos de trabalho também estarão dispostos pelo espaço expositivo, montado como um quebra-cabeça, junção inusitada de elementos distintos, porém não desconexos, à semelhança da própria lógica de criação do artista.

Nesta exposição, como em suas mostras recentes, Miguel Rio Branco não realiza um recorte temporal de seus trabalhos ou os aglutina em construções poéticas. Ao contrário, ao criar no espaço expositivo um ambiente semelhante a um ateliê, propõe a vivência de um lugar de experiências e montagens, de conexões entre imagens, texturas e objetos. A aglutinação e justaposição são, afinal, algumas das formas de criação de significados a que o artista recorre, especialmente em seus painéis e instalações audiovisuais. Através de conexões que vão além do óbvio, Rio Branco ultrapassa relações lógicas entre os elementos, une realidades díspares e força o olhar indiferente a de fato ver.

Baixar baixar release
rua fradique coutinho, 1360 são paulo, sp brasil 05416-001 | tel/fax +55 11 3031 6007
Agencia-digital-d2b-comunicacao