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Lapa

RODRIGO BIVAR
08 . mai . 2015  -  06 . jun . 2015 , Galeria Millan
abertura 07 . mai . 2015, 19h - 22h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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Conhecido por seu trabalho figurativo, Rodrigo Bivar apresenta em sua nova individual na Galeria Millan, intitulada Lapa, obras abstratas. São cerca de 15 óleos inéditos – de grande, médio e pequeno porte – que propõem uma espécie de “jogo mental” sobre o espaço na pintura; onde a estrutura permanece, com cores e formas que aparentam se deslocar na tela.


Rodrigo Bivar vem trabalhando em sua incursão abstrata há dois anos. A mudança não implicou apenas uma transformação estética, - onde, por exemplo, a cor se liberta de seu uso secundário na imagem e assume o papel de protagonista na pintura -, mas como também houve uma renovação no fazer artístico, onde o processo torna-se essencial.


O preparo das tintas também mudou: a tinta à óleo leva gema de ovo, ganha em transparência e permite aos trabalhos jogos de luz. A cera de abelha, usada pelo o artista, retira o excesso de brilho da tinta. Em cada tela, Rodrigo Bivar busca contrapor a rapidez na apreensão das imagens com a lentidão com que foram produzidas.


Para esta individual, o tradicional bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo, onde Bivar mantém seu ateliê, foi fundamental. A arquitetura da região – paredes, portas, janelas -, se desfigura e, em seu lugar, surgem cores e formas que ocupam o espaço da pintura.


Se por um lado, Lapa denota essa ruptura na trajetória artística de Rodrigo Bivar, por outro, evidencia a relação afetiva que o artista possui com o bairro onde trabalha, tal como ele próprio enfatiza: “Sem me dar conta, a Lapa e suas cores adentraram na minha pintura.“

contrato social

RUBENS MANO
17 . mar . 2015  -  17 . abr . 2015 , Galeria Millan
abertura 14 . mar . 2015, 13h - 18h
seg – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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Em sua nova individual na Galeria Millan, contrato social, o artista Rubens Mano expõe 17 trabalhos inéditos – entre fotografias, instalações, vídeo e objetos – que informam como certas tensões culturais, políticas e sociais materializam-se no espaço e ‘naturalizam’ determinados processos de fixação territorial.

A exposição desdobra uma pesquisa iniciada em outras duas individuais do artista: let’s play (Galeria Casa Triângulo, 2008) e incessante – incurável (Galeria Millan, 2011). Enquanto na primeira a abordagem recaiu sobre implicações decorrentes da inscrição do artista e da obra de arte no espaço expositivo, na segunda, Rubens Mano se debruçou sobre distintos aspectos definidores da superfície visível do universo artístico. Agora, o artista expande a investigação para os processos de apropriação de territórios e suas implicações e expressões na constituição de espaços. Como ele próprio diz: “É no território do instável que se moldam as formas do aparentemente estável”.

A individual ocupa todo o espaço da Galeria Millan. No andar térreo, além de fotografias (como as da série natureza privada) e objetos, o artista exibe uma instalação na área externa, que recebe o mesmo título da exposição. O andar superior será ocupado por fotografias e também um vídeo, intitulado análise de sistemas.

Em contrato social, Rubens Mano explora certas complexidades constitutivas do espaço e como estas se desdobram em múltiplas dimensões da vida privada e pública, individual e coletiva, natural e cultural.

NO SOUND

EXPOSIÇÃO COLETIVA
03 . fev . 2015  -  12 . fev . 2015 , Anexo Galeria Millan
abertura 03 . fev . 2015, 10h - 19h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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    Theo Michael

Entre os dias 3 e 12 de fevereiro de 2015, o anexo da Galeria Millan – espaço ainda em construção – recebe NO SOUND, uma exposição experimental (que pode ser entendida happening) curada por Sofia Borges, que também participa como artista. Com obras antigas e inéditas, ela e os artistas Antonio Malta, Erika Verzutti, Paulo Monteiro, Rafael Carneiro e Theo Michael ocupam o espaço em transformação. As obras deste grupo são entendidas pela curadora como “objetos iniciais” ou ponto de partida. Em um segundo momento, eles e outros artistas, como Chico Togni e Suiá Ferlauto, serão convidados a intervir no espaço com a produção de novas obras, desenhos, esculturas, pinturas, peças de teatro, danças e poemas, tendo como suporte objetos e superfícies já presentes na exposição. A proposta da curadora é que a mostra esteja sempre em transformação.

De caráter experimental, NO SOUND gira em torno de conceitos como mimese, linguagem e a impossibilidade de algo ser, em si, plenamente compreensível. Por exemplo, uma obra dos artistas Sofia Borges e Theo Michael será o ato de constantemente renomear todas as obras expostas. A curadora também pretende constantemente alterar a posição dos trabalhos na exposição, para com isso criar novos diálogos entre as obras, o espaço e o público.

Sofia Borges entende que esta exposição acontecerá em quatro fases, sendo duas dentro do espaço expositivo e duas fora dele. A primeira fase pode ser considerada como o “núcleo duro” da mostra, composto pelas obras apresentadas desde o início da exposição. Nesta fase, Sofia Borges exibe fotografias em grande formato, a maioria em tons de cinza: são trabalhos já exibidos entre 2012 e 2014, além de fotografias inéditas. Antonio Malta participa com pinturas a óleo, produzidas em 2013 e 2014, também em grande formato. Erika Verzutti e Paulo Monteiro apresentam esculturas em bronze. Rafael Carneiro produziu uma pintura a óleo especialmente para a exposição, apresentando ainda desenhos do começo de sua carreira.

A segunda fase consiste nos dez dias de duração da exposição, período que pode ser entendido como happening. Nesta fase ocorrerá a criação, in loco, de  novas obras ou de intervenções sobre os objetos iniciais. Nesta etapa, Theo Michael, Rafael Carneiro e Antonio Malta serão convidados a desenhar sobre fotografias em grande formato de Sofia Borges. É desta fase que participará o segundo grupo de artistas, com atuações específicas propostas pela curadora: Chico Togni, por exemplo, será convidado a produzir obras não-figurativas, em tons de cinza, branco ou preto, partindo do conceito de Belo de Platão, com papelão, papel e materiais da construção.

Nas fases que acontecerão fora do espaço expositivo, a curadora convidará pessoas de diversas áreas, onde quer que elas estejam, a produzir obras, textos e reflexões sobre os conceitos da exposição.

Sala de trabalho

AFONSO TOSTES
30 . Jan . 2015  -  28 . fev . 2015 , Galeria Millan
abertura 29 . Jan . 2015, 19h - 22h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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A Galeria Millan abre a temporada de exposições de 2015 com a mostra Sala de trabalho, individual do mineiro Afonso Tostes, que apresenta nova série de esculturas. A mostra – a primeira do artista na Galeria Millan – fica em cartaz de 30 de janeiro a 28 de fevereiro de 2015; o vernissage será no dia 29 de janeiro, às 19h.

A exposição ocupa o andar térreo da galeria. Inéditos, os trabalhos exibidos são desdobramentos da série apresentada na exposição Tronco, realizada no início de 2014, na Casa França-Brasil, no Rio de Janeiro. São cerca de 50 esculturas realizadas nos cabos de ferramentas empregadas em diversos tipos de serviços, todas de uso manual: foices, martelos, enxadas, pás, rastelos, forcados, facões e outros.

Cada peça é única, não apenas pela intervenção escultórica, também pelo desgaste de uso que cada ferramenta apresenta. A interferência escultórica do artista remete à ossatura humana, em escala real, como se o instrumento fosse a extensão dos corpos que o utilizaram, referindo-se à relação entre o homem e a técnica. A exposição reflete também sobre a convivência de operações rudimentares com as técnicas digitais, que ainda coexistem com processos arcaicos de produção, desigualdade nas relações de trabalho, escravagismo, fome e outros aspectos não superados pelo desenvolvimento tecnológico.

Para o artista, o conjunto das peças, entendida como instalação, pode despertar no espectador uma forte carga de memória, uma vez que um dos elementos presentes nas obras é a própria ação do tempo. O artista espera, desse modo, que o público potencialize e expanda o entendimento em relação aos trabalhos expostos.

Vapor

BERNA REALE
19 . nov . 2014  -  20 . dez . 2014 , Galeria Millan
abertura 18 . nov . 2014, 19h - 22h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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A Galeria Millan realiza, de 18 de novembro a 20 de dezembro, a primeira exposição individual da artista Berna Reale em São Paulo. Com curadoria de Rudolf Schmitz, a mostra Vapor exibe seis vídeos – que registram performances da artista em Belém (PA), sua cidade natal – além de nova série de fotografias. Com forte teor político, a exposição põe em evidência a última fase de Berna Reale, que tem dedicado seu trabalho a denunciar, poeticamente, situações de violência, abusos de poder e conflitos sociais que permeiam seu cotidiano: Berna é perita criminal do Centro de Perícias Científicas do Estado do Pará.

A mostra lançará três vídeos inéditos: Rosa púrpura, Imunidade e Cantando na chuva. No primeiro, Berna e um grupo de 50 colegiais marcham pelas ruas de Belém, seguidas por uma banda militar. Todas as mulheres estão vestidas com uniformes típicos de colégios tradicionais – blusas justas e saias de prega, mas na cor pink -, carregando na boca próteses que remetem a bonecas infláveis. Cartazes com retratos destas meninas serão espalhados por São Paulo, em pontos como cinemas, teatros, centros culturais, escolas de artes e outros, com objetivo de divulgar a exposição e disseminar sua temática. Durante a mostra, a artista alimentará seu website www.bernareale.com com depoimento de algumas das participantes da performance em que descrevem suas experiências com a violência e coação sexual.

Em Imunidade, Berna Reale navega em uma gôndola pelos esgotos de Belém, acompanhada na embarcação por 500 ratos. Este trabalho foi produzido a partir do prêmio da Fundação Joaquim Nabuco à artista. E o vídeo Cantando na chuva é dos mais irônicos: Berna, inteiramente vestida em dourado, incluindo guarda-chuva e máscara de gás, dança soberbamente a música Singing in the rain sobre um tapete vermelho pelo lixão da capital paraense, em meio a catadores.

As obras Americano, Ordinário e Soledade completam o conjunto de vídeos da exposição, exibidos no andar térreo da Galeria Millan. Estes três trabalhos foram produzidos em 2013, mas não foram expostos em São Paulo. Em Americano, Berna Reale leva a “tocha da liberdade” para os corredores de um presídio paraense. Na obra Ordinário, ela carrega em um carrinho de mão ossos de vítimas anônimas de assassinatos. E, em Soledade, a artista trafega por uma rua que integra a rota de tráfico de drogas em Belém em uma charrete romana dourada, puxada por porcos.

No andar superior da Galeria, a artista mostra, ainda, nova série de fotografias, também intitulada Rosa púrpura, em que explora a temática da violência sexual.

Pinturas de onda, mato e ruína

RODRIGO ANDRADE
08 . out . 2014  -  08 . nov . 2014 , Galeria Millan
abertura 07 . out . 2014, 19h - 22h
ter – sex, 10h – 19h; sáb, 11h – 18h
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A Galeria Millan realiza, de 8 de outubro a 8 de novembro, nova exposição individual de Rodrigo Andrade, chamada Pinturas de onda, mato e ruína, que apresenta as séries inéditas do artista A chegada do tsunami e outras pinturas e Bicromias.

Da primeira, destacam-se obras de grandes dimensões, que exploram a materialidade da pintura na representação da força monumental de certos eventos naturais: a obra A onda do tsunami (240 x 420 cm) projeta a onda para fora da tela, enquanto Chegada do tsunami (240 x 420 cm) recria uma cidade tomada pelas águas. A segunda série, Bicromias, também faz evocação da natureza, em paisagens construídas em duas cores com grossas camadas de tintas que caracterizam o trabalho do artista, e constitui-se de duas pinturas de grande dimensões, como Bosque azul (180 x 240 cm), além de uma série de pequenas.

As pinturas selecionadas evidenciam a mais recente fase do artista, iniciada em 2009, quando Rodrigo Andrade passa a valer-se de registros fotográficos como ponto de partida para suas obras. Nesta exposição, o artista busca inspiração em fotografias de Daido Moriyama, Don McCullin e August Sander (além de imagens de noticiário e fotos do próprio artista) – construindo pinturas carregadas com densas massas de tinta como “um desejo de enxertar realidade na imagem, um desejo alucinatório de fazer uma pintura de paisagem tão concreta quanto a paisagem real”, como explicado pelo artista em entrevista concedida no início de 2014.

Para isso, o artista lança mão de recursos como o jogo e a ilusão, com propósito de instigar sensações de fascinação, hipnose e prazer imediato no espectador. “A palavra ‘ilusão’ significa, literalmente, ‘em jogo’ (inludere), ideia que cai muito bem para a minha pintura”.

A exposição Pinturas de onda, mato e ruína abre no dia 7 de outubro, às 19h, junto com o lançamento do livro Resistência da matéria, editado pela Editora Cobogó. O livro revê sua produção nos últimos cinco anos: apresenta trabalhos de cinco séries diferentes — Matéria noturna, Velha ponte de pedra e outras pinturas, Pinturas do mundo que flui, Pinturas de estrada e Pinturas de onda, mato e ruína – acompanhados de dois ensaios críticos, assinados por Tiago Mesquita e Lorenzo Mammì, e de entrevista de Rodrigo Andrade a Tiago Mesquita, concedida no primeiro semestre de 2014.

ATLAS/OCEANO

THIAGO ROCHA PITTA
02 . set . 2014  -  27 . set . 2014 , Galeria Millan
abertura 30 . ago . 2014, 11h - 18h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Em sua nova exposição na Galeria Millan, Thiago Rocha Pitta apresenta um vídeo inédito, além de exibir obras anteriores que se relacionam com o novo trabalho. A peça que intitula a mostra, Atlas / Oceano, foi desenvolvida durante uma residência artística realizada em 2014 na Noruega, através do programa Circulating Air. O artista se apropria de uma figura mitológica para nomear e criar uma obra em que explora questões presentes em seu trabalho como um todo, tal qual uma vivência estendida da temporalidade e os limites da relação que o homem pode estabelecer com a natureza.

O universo mitológico e a literatura são constantes referências no trabalho de Thiago Rocha Pitta (como nos vídeos O cúmplice secreto e Youth, em que o artista toma títulos e mesmo temas de empréstimo a Joseph Conrad); essas alusões, no entanto, jamais são unívocas ou limitadas por seu sentido de origem. Os elementos e personagens humanos são transfigurados em formas essencialmente minerais, por vezes vegetais, nestes contextos criados por Rocha Pitta. Vale notar que mesmo elementos inerentes à técnica e à cultura (como a navegação ou o domínio do fogo) são deslocados nesses vídeos, aparecendo como fantasmas, entes misteriosos que não podem produzir-se a si mesmos, mas que tampouco parecem oriundos de uma força humana. A câmera, estática ou à deriva, coloca o espectador na estranha posição de voyeur deste mundo que parece prescindir dele.

Também recorrente nos trabalhos do artista é a presença do barco. Três obras com este elemento poderão ser vistas no primeiro andar da Galeria: em Homenagem a JMW Turner (2002), o barco é incendiado em algum oceano, um embate entre fogo e água; em Herança (2007), o barco à deriva carrega um punhado de terra e duas árvores, imagem onírica, irônica e repleta de solidão; em O cúmplice secreto (2008), por fim, uma forma reluzente, cujo contorno preciso temos dificuldade de apreender, aproxima-se da câmera/espectador no oceano e, à medida que o faz, traz consigo o escurecer, havendo uma tensão crescente acarretada por essa presença que nem sempre pode ser vista, apenas adivinhada.
Em Atlas / Oceano, por sua vez, não é o mar que contém o barco, mas sim o barco que o carrega. Essa frágil estrutura de madeira toma o lugar do titã Atlas e, flutuando no vazio, sustenta a Terra ou, pelo menos, os seus mares. Oriunda do domínio técnico do homem sobre a natureza e associada ao florescer e à expansão de inúmeras civilizações, a habilidade de navegar aparece aqui como o ponto de apoio do mundo. A imagem faz ressoar entrevistas nas quais o artista afirma não existir, para os homens, a natureza em si: como Midas, tudo em que o ser humano toca se transforma em cultura, mesmo o ermo oceano.

OSWALDO GOELDI

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL
17 . jul . 2014  -  16 . ago . 2014 , Galeria Millan
abertura 17 . jul . 2014, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Goeldi23
  • Goeldi_figura_na_praia
  • Goeldi_pescador_e_o_mar
  • Goeldi_pescadores_ilustr
  • Luz_noturna
  • Oswaldo_goeldi-autorretrato
  • Goeldi_atelie_b

A Galeria Millan apresenta, de 17 de julho a 16 de agosto, individual de um dos maiores nomes da arte brasileira: o gravador, desenhista, ilustrador e professor Oswaldo Goeldi (1895 - 1961). A mostra reúne algumas das gravuras mais representativas de diferentes períodos de sua trajetória, como Mar Calmo (1937), Autorretrato (1950), Chuva (1957) e Luz Noturna (1960).

Os visitantes poderão conhecer aquarelas e desenhos raramente expostos, além de um conjunto importante de xilogravuras. A exposição ainda mostrará um pequeno ateliê, montado pelo Projeto Goeldi, equipado com instrumentos e objetos de trabalho utilizados pelo artista, que ajudam a compreender seu universo de criação.

Um dos maiores expoentes da gravura brasileira, Goeldi conferiu potência moderna à técnica arcaica da xilogravura, compondo suas obras a partir de elementos mínimos de luz e sombra. Diferente do modernismo predominantemente solar e tropical, o artista traz desde o início de sua produção um olhar direcionado aos aspectos desolados da cidade - a noite, os casarões, as ruas estreitas da periferia e as pessoas marginalizadas pela sociedade. É a partir dessas cenas que constrói seu expressionismo de paisagens quase fantásticas, que mostram uma realidade bruta, de solidão e silêncio.

 

Curadoria: Lani Goeldi 
Realização: Galeria Millan, Associação Artística Cultural Oswaldo Goeldi e Projeto Goeldi 
Produção: Galeria Millan e Cult Arte e Comunicação

O SOL E A DIFERENÇA

ANA PRATA
06 . jun . 2014  -  05 . jul . 2014 , Galeria Millan
abertura 05 . jun . 2014, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Ana_prata_grande_circo_millan_foto_ding_musa2
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Barbante, madeira e tecido são alguns dos materiais escolhidos por Ana Prata para compor as obras de sua primeira individual na Galeria Millan. Com abertura em 5 de junho, O Sol e a Diferença inaugura uma nova fase no trabalho da artista, na qual diversifica os suportes para a pintura, dedicando-se a uma representação mais simbólica e à abstração.

Do uso de materiais incomuns neste conjunto aflora um caráter objetual, para além do tradicional óleo sobre tela. “Diferentes suportes e materiais podem me interessar na construção de uma pintura, já que cada uma é uma unidade de pensamento, ou uma ideia, que se manifesta através de um corpo, de um objeto e sua aparência. Me interesso pela singularidade de cada trabalho”, afirma Ana.

Esse movimento de libertação em relação ao suporte acompanhou também uma maior liberdade na temática dos trabalhos desta nova fase. Se até então a artista partia predominantemente de imagens encontradas na Internet para a composição de suas telas, agora passa a colocar a imaginação como ponto central de suas criações. Essa mudança levou ao surgimento de figuras simbólicas, arcaicas, que propõem uma visão sintética da natureza, além da experimentação com formas puramente geométricas e abstratas.

Presente no título e em várias obras da exposição, o sol desponta como um raro símbolo de unidade em um conjunto marcado pela diversidade, característica que se mantém ao longo da trajetória de Ana Prata. Para ela, a representação deste elemento remete aos primórdios, às cavernas, aos desenhos infantis. E é justamente ao conduzir esta pesquisa em direção ao elementar que a obra de Ana se adensa e amadurece, aproximando-se de formas compartilhadas pelo imaginário humano comum.

PEQUENA PAISAGEM

OTAVIO SCHIPPER
30 . abr . 2014  -  21 . mai . 2014 , Galeria Millan
abertura 29 . abr . 2014, 20h - 23h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
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Uma paisagem composta apenas por elementos essenciais ocupa o espaço expositivo da Galeria Millan durante a individual de Otavio Schipper. Quatro meros segmentos de reta - trilhos assentados diretamente sobre o chão e dois postes de eletricidade ligados à rede elétrica municipal - formam essa Pequena Paisagem, título da exposição que poderia muito bem se chamar, de acordo com o artista, “paisagem sem paisagem”.

A simplicidade da instalação de Schipper nos remete ao plano cartesiano: os trilhos e os postes podem fazer as vezes dos eixos x e y de um gráfico qualquer, transfigurando o espaço expositivo em espaço geométrico, área de abstração e racionalização matemática. A construção da instalação a partir dos elementos símbolo das duas primeiras revoluções industriais sinaliza para os processos de desenvolvimento científico que as sociedades ocidentais experimentaram na modernidade, ruptura que desencantou o mundo, dominado pela razão utilitarista e teleológica do progresso.

Esta Pequena Paisagem traz uma relação entre o dentro e fora: além de a Galeria ver-se ocupada por instrumentos que devem ficar em espaços externos, os equipamentos são de fato funcionais e transmitem diretamente, para dentro, energia que circula entre os demais postes situados na rua. Se, por um lado, a transmissão traz em si ideias como fluxo e comunicação, a instalação comporta uma dimensão melancólica. Para o artista, o trabalho “evoca a imagem da cidade que se alastra e invade o espaço privado, da energia que se faz presente em qualquer ponto do universo, da impossibilidade de isolamento”. A exigência de se estar sempre conectado sufoca o espaço da subjetividade em meio ao ruído do mundo.

rua fradique coutinho, 1360 são paulo, sp brasil 05416-001 | tel/fax +55 11 3031 6007
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