assinar a newsletter

Filtrar:


BOB WOLFENSON

NÓSOUTROS
01 . fev . 2017  -  24 . fev . 2017 , Anexo Millan
abertura 31 . Jan . 2017, 19h - 22h
seg - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • New_york__spring_2013_-70_x_183cm-_harlem
    Nova York, Primavera 2013
    70 x 193 cm
  • Miami__summer_2013_-70_x_229_5cm-
    Miami, Verão 2013
    30 x 95 cm
  • Paris__spring_2014_-70_x_226_5cm-
    Paris, Primavera 2014
    70 x 219,5 cm
  • Marrakech__out_2014_-75_x_230cm-
    Marrakesh, Outubro 2014
    75 x 230 cm
  • Londres_cf020828_4_-70_x_191_5cm-
    Londres, Outono 2012
    30 x 83 cm
  • New_york__spring_2013_-75x_226cm-
    Nova York, Primavera 2013
    75 x 224 cm

NÓSOUTROS

A ideia desta série me ocorreu em 2012, num passeio pela praia de Coney Island, nos arredores de Nova York. Ao iniciar o caminho de volta a Manhattan, observei com interesse uma massa de desconhecidos entre si que aguardavam para atravessar a rua depois de um dia de lazer intenso sob o sol escaldante do verão nova-iorquino. A postura compartilhada de meros pedestres esperando o sinal abrir os tornava semelhantes, ao mesmo tempo que figurinos e tatuagens, anatomia, cor da pele e atitude (euforia ou introspecção) os distinguia. Fotografei-os com minha Leica de pequeno formato e guardei essas imagens como uma simples curiosidade de viajante. Mais tarde, ao revê-las em meu computador, surgiu a vontade de fotografar e organizar cenas como aquela mundo afora, ressaltando um dos mais marcantes paradoxos do ser humano, tão evidente naquele primeiro instante registrado: o de ser igual e diferente, o desejo de pertencer a um grupo e ao mesmo tempo querer se distinguir dele.

A ambição de criar painéis representativos de identidades humanas diversas porém genéricas me levou a vários países e populações. Um ano depois voltei a Coney Island, devidamente equipado com uma câmera de médio formato cuja performance na captura das imagens em alta definição é sua característica principal – suponho e quero que este aspecto permita ao espectador passear os olhos pelas ampliações e ver até o que o fotógrafo não enxerga quando dispara o obturador. Escolhi também fotografar grupos mais singulares, como os judeus ortodoxos de Crown Heights, os afro-americanos do Harlem, ambos em Nova York, bem como executivos engravatados chegando ao trabalho num típico dia de frio do inverno inglês, na City londrina. No mais, a maioria das cenas mostradas aqui foi feita a partir da procura fortuita de lugares onde o afluxo de transeuntes parecesse adequado ao meu intuito. No entanto, ao postar a câmera em um cruzamento e apontá-la para os que vão atravessar a rua, encontrei naturais desconfianças, mas encontrei também: as velozes transformações dos hábitos urbanos, os múltiplos signos da moda e a pluralidade étnica cada vez mais comum na vida contemporânea. Tudo isso emoldurado por recortes nas grandes metrópoles e pela condição climática vigente de cada época e local, a qual determinava a roupa e os humores dos passantes.

O processo de realização das fotografias seguiu princípios rígidos: as tomadas foram sempre feitas em cruzamentos ou faixas de segurança, e as pessoas estavam de fato naqueles lugares, mesmo que não tenham sido fotografadas no mesmo momento em que as que aparecem a seu lado na cópia final. Fiz algumas montagens para ressaltar os pressupostos que me levaram a realizar esta ideia. Por mais racional que seja uma empreitada como esta, o imponderável estará sempre presente enquanto houver o instante fotográfico. Nos anos em que me dediquei a este trabalho, pude perceber claramente que quando se está com uma máquina fotográfica no meio da rua, mesmo que com um tripé e com conceitos específicos em mente, não se pode controlar muita coisa. A rua é viva e nos impõe essa vivacidade.

Bob Wolfenson

GUILHERME GINANE

QUE DIA FELIZ HOJE AINDA VAI SER
27 . Jan . 2017  -  24 . fev . 2017 , Galeria Millan
abertura 26 . Jan . 2017, 19h - 22h
seg - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • _18a5340r
    Vermelhão, 2016 (detalhe)
    Óleo sobre tela
    160 x 134 cm
  • Gg_8637_160x134_2016
    Vermelhão, 2016
    Óleo sobre tela
    160 x 134 cm
  • Gg_8675_120x100_2016
    Azul, 2016
    Óleo sobre tela
    120 x 100 cm
  • Gg_8663_75x56_2016
    Impurezas do Branco, 2016
    Óleo sobre papel
    75 x 56 cm
  • Gg_8662_75x56_2016
    Simpatia pelo Demônio, 2016
    Óleo sobre papel
    75 x 56 cm

Nós diante dela

A primeira pintura de Guilherme Ginane que eu vi representava uma espreguiçadeira sobre (ou dentro de) um fundo cinza. Faz sentido ressaltar a ambivalência entre as duas posições – sobre e dentro –, porque o fundo se confundia com o chão, como nos chamados fundos infinitos dos estúdios fotográficos de publicidade. O único ponto de apoio e referência da perspectiva era a sombra embaixo da espreguiçadeira. E se por um lado essa sombra impedia que a imagem representada se reduzisse à bidimensionalidade da tela, por outro o fundo desnorteava a perspectiva incipiente num trompe-l'oeil claustrofóbico e perturbador, onde o infinito era também parede e chão, ao mesmo tempo transparência e opacidade, cheio e vazio. Não havia nada além da espreguiçadeira e sua sombra, perdidas no espaço. E eu não conseguia tirar os olhos da tela, como se tentasse focar um buraco negro.

Não foi só a espreguiçadeira que me fez pensar, por associação temática, no "Quarto de Dormir em Arles", que Van Gogh pintou para se vingar do repouso – ou, antes, da doença que o deixara de cama naquele quarto. Ginane abandonou a publicidade pela pintura. Se a propaganda foi sua doença, é provável que a pintura seja sua vingança.

O crítico italiano Lionello Venturi escreveu, sobre o "Quarto de Dormir em Arles",  que "Van Gogh (...) queria representar o sono, mas não podia. A aproximação da tragédia desse espírito que dava sinais de desequilíbrio opunha-se ao repouso e ao sono. A calma reina no quarto abandonado, mas trata-se de uma calma sem esperança, nem piedade. (...) É um 'repouso' nascido do desespero."

A perspectiva do quarto de dormir de Van Gogh é múltipla, como se, na falta da figura humana, cada objeto tivesse ganhado direito a um ponto de vista individual e independente; como se coabitassem no mesmo quadro universos ou dimensões paralelas, compondo uma totalidade movediça, ligeiramente deformada pela contradição e pela incompatibilidade entre autonomias fragmentárias.

Os objetos sobre os tampos das mesas de Guilherme Ginane também têm uma existência autônoma e estranhamente inconciliável. Os cigarros, os fósforos, os vasos de flores, os livros etc. se sobrepõem à mesa, que oscila entre fundo e superfície; eles escorrem como tinta pela tela, flutuam sobre a mesa, mais do que descansam nela; disputam com a mesa a prevalência de planos paralelos e perspectivas incompatíveis. Há aí uma luta com a pintura, que tem muito pouco a ver com o repouso.

"Antes, eu brigava muito com o trabalho. Estou ficando mais seguro agora. O plano está mudando, parece uma conquista", Ginane me disse há cerca de um ano. "Uma vez, o Paulo Pasta [de quem ele foi aluno] escreveu que olhar para o chão é um olhar inseguro. Estou começando a olhar para cima e estão aparecendo outros elementos ainda pouco reconhecíveis, lâmpadas e paredes onde antes havia xícaras e tapetes."

A mudança de perspectiva do plano, sua aparente mobilidade, resulta numa metamorfose das coisas: o olhar que antes fixava faixas de tapete nas bordas das mesas agora vê paredes; o que era xícara vai se transformando em lâmpada, no alto do quadro. Ou seja, o plano vai girando, se inclinando sem se inclinar, se inclinando como se fosse ganhar tridimensionalidade, ainda que permaneça plano, e nesse estranho movimento inerte (o plano que gira sem girar) os objetos também vão se transformando. O quadro incorpora mais de uma perspectiva, por vezes perspectivas incompatíveis no mesmo plano, de modo que os objetos se tornam outros, sem deixar de ser os mesmos. Na pintura de Ginane, essa coabitação de planos representa um arco, uma mudança na perspectiva do sujeito que olha (artista e espectador), ela remete a uma experiência no mundo.

A dificuldade de um fundo que é ao mesmo tempo infinito e superfície, representada pela evidência tátil da pincelada, das camadas de tinta sobrepostas, já tinha uma função assertiva e desestabilizadora nos trabalhos anteriores: as figuras em primeiro plano – cadeiras, cigarros, xícaras etc. –, perdidas no espaço, tinham sua perspectiva, sua autonomia tridimensional, contrariada pelo fundo sem profundidade, bidimensional e opaco, no qual acabavam se fundindo. Mesmo depois, quando surgem os tampos de mesa e os tapetes embaixo das mesas, ainda assim os dois planos se confundem, por um efeito telescópico, na mesma superfície. Há uma tensão e uma viscosidade entre as coisas e os planos, simultaneamente diversos e um só.

A dificuldade em todo caso é menos problema do que parte da solução. Ela impõe limites, indica o caminho ao pintor. Quando não tinha dinheiro para comprar tinta a óleo, Ginane passou a trabalhar com carvão e abriu mais uma via poderosa no seu trabalho. Na adolescência, ficou cinco anos sem ir à escola, por conta de uma depressão fóbica, paralisante. "Eu tinha medo do vento", ele diz. Foi a médicos, tentou macumba e terminou no consultório de um psicanalista, onde descobriu a pintura abstrata (tinha descoberto a figurativa com a reprodução de uma bailarina de Degas, na portaria do prédio onde morava com a mãe e o irmão, no Méier).

"Eu era doido para pintar figura humana", diz sobre um limite que até agora foi  essencial ao seu trabalho. Como no "Quarto de Dormir em Arles", suas pinturas são naturezas-mortas onde a ausência conspícua da figura humana, aludida apenas pelo rastro silencioso de cigarros e fósforos, acaba remetendo à presença do olhar, ao espectador.

"A literatura me toca mais do que a arte contemporânea. A arte de projeto se assemelha à propaganda. Para mim, a pintura acontece na pintura. Há uma mudez na pintura, da qual nenhuma palavra dá conta", arremata.

Em contraposição a uma arte cada vez mais retórica, Ginane escolheu nomear sua exposição com uma frase das mais irônicas ("Que Dia Feliz Hoje Ainda Vai Ser"), repetida por uma mulher imóvel, enterrada até o pescoço, em "Dias Felizes", de Beckett, um escritor cuja obra também tende para o silêncio.

A vida está toda nessa ausência, na luta entre os planos, no paradoxo da metamorfose inerte dos objetos e das perspectivas, que transfere o foco para o lugar e o olhar do espectador; nessa qualidade silenciosa, própria da grande pintura, de fazer confundir matéria e antimatéria e de pôr na tela, pela materialidade tátil da tinta, uma dimensão que é ao mesmo tempo visível e invisível e que se desloca sem sair do lugar, como nós diante dela.

Bernardo Carvalho

FELIPE COHEN

OCIDENTE
23 . nov . 2016  -  20 . dez . 2016 , Galeria Millan
abertura 22 . nov . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • _18a2926
    Sem Título, 2016 (detalhe)
    Confetes
  • _18a1822
    Série Luz Partida #20, 2016
    Pintura sobre madeira
    55 x 49 cm
  • _18a2661
    Vista geral da exposição
  • _18a1819
    Série Luz Partida #2, 2016
    Pintura sobre madeira
    61 x 49 cm
  • _18a1814
    Série Luz Partida #1, 2016
    Pintura sobre madeira
    37 x 37 cm
  • _18a2675
    Vista geral da exposição
  • _18a1845
    Série Luz Partida #3, 2016
    Pintura sobre madeira
    61 x 49 cm
  • _18a2664
    Vista geral da exposição

Em “Ocidente”, a segunda exposição individual que Felipe Cohen (1976) apresenta na Galeria Millan (a primeira, “Lapso”, aconteceu em 2013), o artista paulistano explora o gênero da paisagem a partir de elementos próprios da geometria e da luz.

Na série de trabalhos “Luz Partida”, por exemplo, Cohen pinta triângulos de madeira com medidas regulares combinando-os de forma a construir paisagens elementares constituídas, em sua maioria, por mares, montanhas, sóis e céus. São pinturas “objetuais” que buscam uma relação entre a precisão da geometria e o forte caráter atmosférico das imagens, dado essencialmente pela escolha das cores (azul, marrom, verde, amarelo) e da perspectiva sugerida pelas diagonais dessas peças de madeira com formatos triangulares, quase lúdicas.

Nos outros três trabalhos da exposição, intitulados “Ocaso #3”, “Lago” e “Ocidente”, o artista parte de dispositivos como vitrines e prateleiras para relacionar diferentes materiais (MDF, feltro, vidro) e formas geométricas (círculos, triângulos, retângulos), buscando coincidências com fenômenos naturais da paisagem terrestre.

Por fim, Cohen apresenta uma intervenção no espaço expositivo da galeria, na qual leves e coloridos confetes de papel são perfeitamente encaixados em buracos com sutil profundidade no chão, buscando criar, novamente, uma relação paradoxal entre as ideias de efemeridade e de concretude.

SERVIÇO:
"Ocidente" – Exposição individual de Felipe Cohen.
Abertura: 22 . nov . 2016, terça-feira, 19h – 22h. Galeria Millan.
Visitação: 23 . nov – 20 . dez . 2016, ter – sex, 10h às 19h; sáb, 11h às 18h.

TUNGA

PÁLPEBRAS
18 . out . 2016  -  10 . dez . 2016 , Galeria Millan e Anexo Millan
abertura 15 . out . 2016, 12h - 16h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • 2016_10_18_expo_millan_aos_seus_pes_35_fotogabicarrera
    A Seus Pés, 2014 (detalhe)
    Resina, turmalina negra, couro e ferro
    720 x 350 x 500 cm
  • 2016_05_02_galpao_fotogabicarrera
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Resina
  • Obra_da_se-rie_morfolo-gicas_-01-low
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Resina e ferro
    55 x 47 x 41 cm
  • 2016_05_02_galpao_002_fotogabicarrera_alta
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Bronze e ferro
  • 2016_05_02_galpao_019_photo_gabi_carrera
    Sem título (Morfológicas), 2014
    Bronze e ferro
    86 x 70 x 50 cm
  • Phano_tng01low
    Phanógrafo, 2009
    Tecido, madeira, cordoalha de aço, vidro, cristal, pérola, esponja e água cromatizada
    85 x 34 x 31 cm
  • Obra_da_se-rie_-phano-grafos-_-02-low
    Phanógrafo, 2009
    Tecido, madeira, cordoalha de aço, vidro, cristal, pérola, esponja e água cromatizada
    85 x 34 x 31 cm
  • Tu_8533
    Sem título, 2015
    Rede, ferro e resina
    Dimensões variáveis
  • Tu_8509
    Sem título, 2008
    Papel, luvas de algodão, pastel, corais
    20 x 65 x 54 cm
  • 2013_02_15_galpao_175low
    Tunga trabalhando em seu ateliê

Tunga, um dos mais potentes criadores da arte contemporânea brasileira, morreu precocemente em junho passado, aos 64 anos, deixando pronta aquela que seria a sua próxima exposição. A Galeria Millan dá continuidade aos planos do artista e inaugura, no dia 15/10, em seus dois endereços, a mostra "Pálpebras", reunindo um conjunto de trabalhos inéditos ou pouco vistos no Brasil.

Na sede da Millan, além de algumas esculturas da série "Morfológicas", poderão ser vistos os "Phanógrafos", peças derivadas do série "Cooking Crystals" (2010). Pouco exibidas desde então, são caixas que servem como recipiente, ou suporte, para assemblages de diferentes objetos e materiais, como garrafas, cálices, âmbar, pedras ou elementos escatológicos. Objetos que, segundo Tunga escreveu, têm “algo de talismã, se configurando como uma lamparina”.

No Anexo Millan, novo espaço inaugurado em 2015, será exposta a série completa das "Morfológicas", esculturas orgânicas que remetem ao corpo, sensuais, por vezes surreais e muitas vezes eróticas – lembrando vulvas, glandes, línguas, bocas, dedos e seios – que se originaram de outros conjuntos de trabalhos (como a série "From la Voie Humide", de 2014) mas nunca foram mostradas independentemente no Brasil, mesmo que respeitando sua posição um tanto indefinida entre estudo de forma (como indica o próprio título) e obra acabada.

Um desses projetos começou a ser confeccionado em grandes dimensões para a Feira Internacional de Arte Contemporânea (FIAC), em Paris. A peça, intitulada "A Seus Pés", tem sete metros e – como é usual em seu trabalho – é composta por diferentes partes. O elemento central é uma forma roliça e longa, com unhas em cada extremidade, como se fossem dedos que apontam para lados distintos. Um deles está “grávido”, como se gerando as vagens que dele pendem.

"Pálpebras" não é uma tentativa de síntese ou de olhar retrospectivo, mesmo porque, no caso de Tunga, a noção de retrospectiva não faz sentido. Afinal, seu trabalho parece marcado por um retorno cíclico a um manancial de elementos, físicos e psíquicos, que ressurgem de tempos em tempos, transfigurados em diferentes leituras. É como se testemunhássemos, interagíssemos com fragmentos de alguma história ou ação passada, seja pelo caráter instável de seus arranjos, que permitem infinitas possibilidades de reagrupamento, seja pelas várias camadas de leitura que se sobrepõem, criando um hipnótico enigma.

Esses mesmos ecos temporais se fazem sentir nas obras mais recentes. Mesmo que em vários momentos assumam um caráter mais escultórico, os aspectos centrais de seus mais de 40 anos de intensa produção – período no qual Tunga flertou com o surrealismo, se avizinhou da arte conceitual e muitas vezes pareceu agir mais como um xamã ou um cientista – estão novamente presentes.

MIGUEL RIO BRANCO

BARRO
04 . set . 2016  -  01 . out . 2016 , Anexo Millan
abertura 03 . set . 2016, 12h - 16h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Mrb_0816_006_t2
    As Três Graças
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    180 x 90 cm | 60 x 90 (cada)
  • Ma-o_no_barro89_6x75
    Barro
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    100 x 100 cm
  • Mrb_8381_100x150
    Ritmo dos Santos
    Impressão sobre papel Fuji
    100 x 150 cm
  • Mrb_8686_160x180
    Timbó
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    200 x 210 cm | 12 imagens 50 x 70 cm (cada)
  • Amamentando105x90_5
    Maternidade (detalhe)
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    150 x 100 cm
  • Mrb_8379_175x90
    Cumaru
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    175 x 90 cm
  • Mrb_8390_80x240
    O Raio e a Pomba
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    240 x 80 cm
  • Mrb_8388_60x90
    Preparando para a Caçada
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    60 x 90 cm
  • Mrb_8393_60x270
    A Queda do Braço
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    60 x 270 cm
  • Convite_flow
    A Mão e a Chaga
    Impressão em jato de tintas pigmentadas sobre papel baryta
    80 x 106 cm

O Anexo Millan tem o prazer de apresentar “Barro”, a nova individual do artista visual Miguel Rio Branco, um dos mais destacados fotógrafos brasileiros do cenário contemporâneo e o único a integrar a agência de fotografia Magnum, fundada por Cartier-Bresson e Robert Capa em 1947. A mostra no Anexo Millan, com abertura marcada para 03/09, sábado, das 12h às 16h, reúne cerca de 24 trabalhos de Rio Branco realizados do início da década de 1980 até recentemente. “Minhas novidades são feitas com coisas velhas”, costuma dizer o artista.

Entre os highlights da mostra estão imagens de índios caiapós feitas na aldeia de Gorotire, no sul do Pará, ao longo da década de 1980. Muitos desses registros aparecem também no curta-metragem “Sob as estrelas, as cinzas”, de 14 minutos de duração, que será projetado em looping em uma sala no Anexo. Uma curiosidade: uma das mais belas fotografias tiradas em Gorotire e agora apresentada na exposição, trazendo dois índios com ornamentos de penas vermelhas correndo durante um ritual típico, havia aparecido anteriormente na capa do disco “The Rhythm of the Saints” (1990), do músico norte-americano Paul Simon.

Há também, em “Barro”, imagens de mineradores feitas durante a passagem de Miguel por Serra Pelada, também no Pará; outras de elementos barrocos e de azulejos de tradição portuguesa; e outras, ainda, de paisagens impactantes e devastadas por queimadas. O impressionante políptico “Barro”, que batiza a exposição e que nunca havia sido apresentado no Brasil, combina com maestria elementos e cenários que conversam com as fotografias espalhadas pela individual. Quem adentra a primeira sala do Anexo Millan, com seu pé-direito de quase sete metros, é, de imediato, surpreendido pela força dessa obra e sua incrível combinação de 18 imagens.

TATIANA BLASS | REGINA PARRA

INDIVIDUAIS
22 . jul . 2016  -  20 . ago . 2016 , Anexo Millan e Galeria Millan
abertura 21 . jul . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • _18a2836
    Tatiana Blass
    Bocejo, 2016
    Videoinstalação, 1'30"
  • _18a2328
    Regina Parra
    Por Que Tremes, Mulher?, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    33 x 46 cm
  • Tb_8219_50x70_2015
    Tatiana Blass
    Sala Laranja, 2015
    Guache sobre algodão
    50 x 70 cm
  • Rp_8298_28x42_2016
    Regina Parra
    Aquele que Grita, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    28 x 42 cm
  • Tb_8214_24x32_2015
    Tatiana Blass
    Borkman #6, 2015
    Guache sobre papel
    24 x 32 cm
  • Rp_8303_8x125_8x100_2016
    Regina Parra
    Manter-se/Tornar-se, 2016
    Luminoso em néon
    8 x 125 cm/ 8 x 100 cm
  • Tb_8328_21x30_2016
    Tatiana Blass
    Sala Azul #3, 2016
    Guache sobre papel
    21 x 30 cm
  • _18a2333
    Regina Parra
    Virar Homem ou Desaparecer, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    60 x 40 cm
  • Tb_8220_40x50_2016
    Tatiana Blass
    Holofotes, 2016
    Guache sobre linho
    40 x 50 cm
  • Rp_8299_28x42_2016
    Regina Parra
    Aquele que Grita II, 2016
    Óleo e cera sobre papel
    28 x 42 cm
A Galeria Millan abre simultaneamente duas novas individuais em seus espaços, no dia 21/07 (quinta-feira), a partir das 19h: "A Desprofissão", de Tatiana Blass (Anexo Millan), e "Por Que Tremes, Mulher?", de Regina Parra (Galeria Millan).
 
Tatiana Blass apresenta, na individual "A Desprofissão", novas séries de pinturas em guache e vídeos (como a videoinstalação "Bocejo", levada à ARCOmadrid 2016), alguns deles inéditos. A nova individual marca também o lançamento de um livro dedicado à carreira da artista, no dia 06/08 ("Tatiana Blass", Ed. Automática). Nessa mesma data, às 11h30, acontecerá no Anexo Millan uma conversa entre José Augusto Ribeiro e Tatiana Blass.
 
Já Regina Parra, em sua primeira exposição individual na Galeria Millan, intitulada “Por Que Tremes, Mulher?” e com curadoria de Moacir dos Anjos, reúne nove pinturas, uma série de desenhos, instalações e um vídeo. Os novos trabalhos refletem uma espécie de “arqueologia da violência”. Não a brutalidade que ganha destaque da mídia diariamente, mas aquela que, muitas vezes, está por trás dela: a violência velada nas relações do dia-a-dia, seja hoje, seja na época da escravidão. Um bate-papo entre Regina Parra e o curador Moacir dos Anjos acontece na Galeria Millan, em 23/07 (sábado), às 11h30.
Sandra Antunes Ramos

INDIVIDUAL
22 . jun . 2016  -  08 . jul . 2016 , Galeria Millan
abertura 21 . jun . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Sr_8184_9x14_2015
    "Sem Título", 2016
    Colagem, papel vegetal, papel manteiga, tinta, caneta ponta fina e caneta hidrocor
    9 x 14 cm
  • Sr_8278_20x20_2015
    "Sem Título", 2015
    Colagem, tinta, lápis de cor, papel vegetal, caneta hidrocor e caneta metalizada
    20 x 20 cm
  • Sr_8255_20x20_2015
    "Sem Título", 2015
    Colagem, tinta, lápis de cor, papel vegetal, caneta hidrocor e caneta metalizada
    20 x 20 cm
  • Sr_8236_12x12_2013
    "Sem Título", 2013
    Lápis de cor e caneta metalizada
    12 x 12 cm
  • Sr_8248_28x35_5_2014
    "Sem Título", 2016
    Colagem, lápis de cor, papel vegetal, papel metalizado e caneta metalizada
    28 x 35,5 cm
  • Sr_8244_12x12_2013
    "Sem Título", 2013
    Lápis de cor e caneta metalizada
    12 x 12 cm
  • Sr_8246_28x35_5_2016
    "Sem Título", 2016
    Colagem, lápis de cor, papel vegetal, papel metalizado e caneta metalizada
    28 x 35,5 cm
Em sua segunda exposição individual, Sandra Antunes Ramos apresenta, a partir de terça-feira (21/06), na Galeria Millan, quatro conjuntos de novos trabalhos, distribuídos entre o atrium da galeria, a sala principal e o corredor. São novas séries de desenhos, colagens inéditas, e também esculturas – espécies de “desenhos tridimensionalizados”, saltando do papel e adquirindo volume e geografia próprios -, feitas em latão com pintura automotiva.
 
Composta por cerca de 70 novas obras, a exposição, que leva o nome da artista paulista, é uma evolução do trabalho minucioso e diário que Sandra vem desenvolvendo há alguns anos. A escolha do lápis de cor e da caneta – metalizada ou hidrográfica - como principais ferramentas, além da prática da colagem, tem uma razão: “Enquanto o pincel segue a escala do braço, do corpo, o lápis vem da escala da própria mão. E o conceito de todo o trabalho vem dessa escala frágil, sutil e detalhada, que permite impulsividade”, explica Sandra.
 
A consequência dessa prática são novas séries de trabalhos de pequena escala (os maiores têm, no máximo, 28 x 35,5 cm), obsessivos e ao mesmo tempo delicados.
VRIDO | Alguém sonhando longe daqui

DUDI MAIA ROSA | FERNANDO LEMOS
17 . mai . 2016  -  11 . jun . 2016 , Galeria Millan e Anexo Millan
abertura 14 . mai . 2016, 12h - 16h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Fl_7935_40x40_1949_52
    Fernando Lemos
    Eu poeta - Autorretrato, 1949/52
    Gelatina e prata
    40 x 40 cm
  • Dudimaiarosanwslttr
    Dudi Maia Rosa
    Sem título, 2016
    Resina poliéster pigmentada e fibra de vidro
    126 x 125 cm
  • _mg_1363
    Dudi Maia Rosa
    2016
    Galeria Millan
  • Fl_8004_22x32_1_1955
    Fernando Lemos
    Sem título, 1955
    Nanquim sobre papel
    22 x 32,1 cm
  • Dudimrlow
    Dudi Maia Rosa
    Sem título, 2016
    Resina poliéster pigmentada e fibra de vidro
    36,5 x 45 cm
  • _mg_0682cut
    Dudi Maia Rosa
    Sem título, 2016
    Resina poliéster pigmentada e fibra de vidro
    110 x 210 cm
  • Fl_7970_100x100_2015
    Fernando Lemos
    Sem título - Série Sonos, Dormires, Despertares, 2015
    Impressão com pigmentos minerais sobre tela
    100 x 100 cm
  • Fl_7945_40x40_1949_52
    Fernando Lemos
    Espera, 1949/52
    Gelatina e prata
    40 x 40 cm
  • Folder_06low1
    Dudi Maia Rosa
    Sem título, 2016
    Resina poliéster pigmentada e fibra de vidro
    18 x 21,3 cm
  • Fl_8007_27_9x43_3_2006
    Fernando Lemos
    Sem título - Série Coreografias, 2006
    Nanquim sobre papel
    27,9 x 43,3 cm

A Galeria Millan abre simultaneamente duas novas individuais em seus espaços, no dia 14/5 (sábado): "VRIDO", de Dudi Maia Rosa (Galeria Millan), e "Alguém sonhando longe daqui", de Fernando Lemos (Anexo Millan).

As cerca de 50 obras inéditas, em dimensões variadas, que compõem "VRIDO", nome da nova exposição individual de Dudi Maia Rosa na Galeria Millan, são feitas em resina poliéster pigmentada, procedimento sobre o qual a produção do artista vem se debruçando há algumas décadas e que, nesta mostra, dá origem a novas “famílias” de trabalhos, algumas das quais “homenageiam” (nas palavras do crítico Rodrigo Naves, que assina o texto que acompanha a mostra) o artista Sergio Camargo. Os trabalhos lançam mão de superfícies enervadas por formas pontiagudas, que ora recuam, ora avançam umas contra as outras e em diferentes direções.

A exposição "Alguém sonhando longe daqui", de Fernando Lemos, é uma realização conjunta das galerias Millan e FASS, com curadoria de Paulo Miyada, e ocupa o novo Anexo Millan. Além de celebrar os 90 anos do artista português, a individual marca o lançamento do livro "O Real Como Enigma", com 42 imagens da mostra e textos de Annateresa Fabris, Leonor Nazaré, Maria Teresa Guimarães de Lemos e do próprio Fernando Lemos. A individual foi dividida em três conjuntos de obras: o primeiro é uma seleção de 21 fotografias que Lemos realizou entre 1949 e 1952, quando, em Lisboa, esteve conectado com o círculo surrealista português. O segundo é um grupo de 20 novas obras realizadas entre 2015 e 2016, desenhos em preto e branco ampliados fotograficamente sobre telas de 1 x 1 metro. E o terceiro conjunto traz mais de 30 desenhos feitos ao longo dos 65 anos de carreira do artista.

Emmanuel Nassar | Henrique Oliveira

INDIVIDUAIS
02 . abr . 2016  -  30 . abr . 2016 , Galeria Millan e Anexo Millan
abertura 31 . mar . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • _h5a1228a
    Emmanuel Nassar
    Galeria Millan, 2016
  • Gv_2015-enrique_oliviera-013
    Henrique Oliveira
    Fissura, 2015
    Técnica mista [instalação]
    Dimensões variáveis
  • _h5a4159
    Emmanuel Nassar
    Lamparinas, 2016
    Acrílica sobre tela
    130 x 180 cm
  • _h5a4310
    Henrique Oliveira
    Pau-osso, 2016
    Galho de árvore, arame, papelão, madeira compensada e cola
    180 x 60 x 60 cm
  • _h5a1238
    Emmanuel Nassar
    Sustentável, 2016
    Acrílica sobre tela, madeira e ferro
    150 x 200 cm
  • _h5a4352
    Henrique Oliveira
    EXLP7, 2016
    Óleo, papelão, arame e cola sobre tela
    50 x 33 cm
  • _h5a1254
    Emmanuel Nassar
    Peixe, 2016
    Pintura sobre metal, madeira e grelha de ferro
    33 x 68 cm
  • _h5a4351
    Henrique Oliveira
    EXLP6, 2016
    Óleo, papelão e cola sobre tela
    40 x 30 cm
  • _h5a1266
    Emmanuel Nassar
    Lata, 2015
    Pintura sobre chapa metálica e madeira
    53 x 40 cm
  • Hoam1
    Henrique Oliveira
    Anexo Millan, 2016

A Galeria Millan abre simultaneamente duas novas individuais em seus espaços, no dia 31/3 (quinta-feira): Emmanuel Nassar (Galeria Millan) e Henrique Oliveira (Anexo Millan).

Emmanuel Nassar recria, no espaço original da galeria, uma espécie de jogo no qual mescla trabalhos de diferentes épocas e em diferentes suportes, potencializando algumas das questões que há tempos movem sua investigação. Profundamente irônico e avesso às classificações de sua obra a partir de critérios como data, técnica ou até mesmo autoria, o artista paraense – que se divide atualmente entre São Paulo e Belém – decidiu transformar a maior parede da galeria em estrutura para uma grande e ritmada colagem, composta por elementos diversificados. Trata-se de uma referência direta ao processo de trabalho do artista, que absorve, recria e reconstrói elementos do seu cotidiano, lançando mão de diferentes técnicas e estilos compositivos. Nassar ocupa também o primeiro andar da galeria, com telas, chapas metálicas e uma escultura.

Henrique Oliveira, por sua vez, apresenta no recém-inaugurado Anexo Millan uma seleção de suas criações mais recentes, entre pinturas, esculturas e uma instalação, mostrando os novos desdobramentos de suas pesquisas. Dez anos depois de sua primeira exposição individual em galeria, o artista continua demonstrando grande versatilidade, explorando simultaneamente diferentes técnicas e caminhos e dedicando-se simultaneamente à pintura, à escultura e à instalação, com grande repercussão nacional e internacional. Há, no entanto, em seus trabalhos mais recentes, algumas mudanças sutis, mas impactantes, que levam a uma maior sintonia entre os caminhos trilhados por ele. Ao invés de pertencerem a dois campos completamente distintos, nota-se a aproximação entre as linguagens bidimensionais e tridimensionais, e uma maior integração entre esses universos. Suas pinturas mais recentes, por exemplo, parecem aproximar-se dos tons de terra e rosa que dominam suas célebres instalações feitas de restos de tapumes usados pela construção civil. Ou então conversam com seus "quadros-esculturas" feitos com madeira compensada, trazendo uma fatura espessa e tons que remetem aos materiais usados em suas instalações mais famosas.

iTa LíTica Barroca

NIURA BELLAVINHA
26 . fev . 2016  -  19 . mar . 2016 , Galeria Millan
abertura 25 . fev . 2016, 19h - 22h
ter - sex, 10h - 19h; sáb, 11h - 18h
  • Casa_nha-nha-_cortada
  • Frame____07
  • Articulado_nha-nha-___
  • Frame____05_nha-nha-_casa__
  • Frame___2014_nhanha-_1883
  • Frame____10_luz_diagonal_
  • Sem_ti-tulo_2

***VISITA GUIADA com Niura Bellavinha: sábado (19/3), às 11h30, na Galeria Millan.
A exposição “iTa LíTica Barroca”, que abre dia 25/2, quinta-feira, na Galeria Millan, traz a São Paulo o primeiro filme - um média-metragem - realizado pela pintora mineira Niura Bellavinha. Intitulado “NháNhá”, o trabalho é o foco central da nova individual da artista ganha uma projeção na parede do espaço tradicional da galeria.
Com roteiro e direção de Niura, e realizado pela artista junto ao curador Alberto Saraiva, “NháNhá” coloca às vistas do observador a pintura em processo de Niura Bellavinha. Rodada no interior do Brasil, mais especificamente em Minas Gerais, esta obra volta a explorar situações onde o ar torna-se o suporte do pigmento - no caso, a poeira - enquanto pigmento seco, que, junto à luz, transforma-se em pintura efêmera, poética e trágica.
A exposição é composta, ainda, por um conjunto de obras que envolve desde matérias aéreas, como a poeira e os meteoritos, até as pedras-sabão usadas nas esculturas de Aleijadinho e também originárias de Minas Gerais. Niura recria as conexões com os materiais e matérias do barroco, além de atualizar esse estilo com um olhar contundente sobre sua forma e formação.
São apresentadas fotografias (“Articulados”), pinturas sobre telas e desenhos, nos quais a tinta utilizada foi produzida no ateliê da artista a partir de pigmentos oriundos do solo e de pedras de várias regiões de Minas Gerais, como Itabira, Ouro Preto, Mariana, Ferros, Passárgada e Jequitinhonha.

rua fradique coutinho, 1360 são paulo, sp brasil 05416-001 | tel/fax +55 11 3031 6007
Agencia-digital-d2b-comunicacao